Os efeitos da obesidade na saúde pública

Enviada em 16/10/2019

Na Grécia Antiga, Hipócrates -conhecido como pai da medicina- entendia que a anatomia humana exigia o constante movimento do corpo, e a inércia iria contra a natureza do ser humano. Hodiernamente, entretanto, imersos em uma sociedade acelerada, a busca por praticidade na alimentação se torna uma ideia até aceitável, contudo não inteligente, uma vez que a obesidade neste cenário surge como um dos menores consequências. Com efeito, evidencia-se a necessidade de desconstruir esses padrões adaptados.

Sob uma primeira analise, a modificação nos padrões de alimentação e exercícios físicos, em discordância do mundo moderno, a alimentação se resume em fast-foods e industrializados, que por sua vez, não são nada saudáveis. Dessa forma, a referida modernidade líquida do sociólogo Zygmunt Bauman se fortalece, isto é,o prazer imediato e o pouco cuidado com o futuro tem sido prioridade na vida do indivíduo que, em todo tempo, prefere o mais rápido e, de certa forma, mais saboroso deixando de lado o que de fato alimentara.

Sob uma segunda análise, o que mais se destaca é a obesidade. Sabe-se,porém, que esse excedente é apenas a ponta do iceberg de uma cadeia de problemas que, em conjunto, pode prejudicar a plena saúde do indivíduo. O fato mais inquietante, no entanto, são as consequências deste problema, segundo a Sociedade Brasileira de Endocrinologia além de desequilíbrios psicológicos, como a bulimia, o sobrepeso abre caminho para doenças do coração, hipertensão, diabetes, doenças ortopédicas e muitas outras consequências físicas e mentais. Constata-se então, a urgência que trate a problemática em conjunto, visando uma sociedade ativa.

É urgente pois, que a reeducação alimentar deve ser feita de forma abrangente. Começando pelo processo de mexer na publicidade. Campanhas mais ativas nas mídias sociais em parceria com o Ministério da saúde à cerca da obesidade, informando à sociedade sobre o problema, e as diversas formas de prevenção. Cabe às escolas, adotar a padronização de um cardápio e adaptar uma base educacional nutritiva adequando a todas as faixas etárias, com a finalidade de educar os alunos desde a mais tenra idade. Ademais, a objetividade dos rótulos a fim de melhorar e informar o consumidor do que está sendo adquirido, para que dessa forma, melhorar a anatomia humana, combatendo a inércia e melhorando o tecido social.