Os efeitos da obesidade na saúde pública

Enviada em 30/09/2020

O documentário “Super size me” um homem realiza um estudo sobre as alterações de seu corpo ao passar 30 dias se alimentado apenas de fast-foods, ao fim do estudo exames médicos mostraram resultados desastrosos em sua saúde. Infelizmente, a narrativa não se destoa do cenário brasileiro, no qual a vida imediatista e atarefada levam muitas pessoas ao sedentarismo e má alimentação . Ocasionando  assim, obesidade e diversas doenças acarretadas com ela.

Nesse sentido, segundo o conceito de Modernidade Líquida do sociólogo Zygmunt Bauman, após a globalização o homem passou a ter relações mais  superficiais em sua vida, inclusive quanto ao seu corpo. Assim, devido a correria diária as pessoas estão mais propensas ao estresse e distúrbios hormonais, muitas vezes buscam uma alimentação mais rápida, sem se preocupar com as qualidades nutritivas, além de não buscarem uma prática constante de atividades física. Destarte, isso ocasiona diversos prejuízos a sua saúde.

Dessa forma, segundo o DATASUS (Departamento de informática do Sistema Único de Saúde do Brasil), 68% dos gastos com a saúde pública no país são com tratamentos de doenças crônicas como hipertensão e diabetes. Essas doenças são acometidas principalmente em pessoas obesas, gerando todo um transtorno e má qualidade de vida para elas.

Portanto, medidas são necessárias para resolver esse impasse. Sendo assim, o Ministério da Saúde junto ao Ministério da Educação devem elaborar um projeto de lei para implementação obrigatória  da prática de atividade física em todas as escolas e universidades do país. Por meio de aulas de educação física ou inclusão em algum esporte, que devem ocorrer ao menos três vezes por semana, visto que o exercício ajudará a reduzir problemas que  promovem o sobrepeso e criará um bom hábito desde a infância no indivíduo. Espera-se com essa medida que os efeitos da obesidade na saúde pública no Brasil sejam reduzidos.