Os efeitos da obesidade na saúde pública
Enviada em 24/10/2019
Segundo a Constituição Federal de 1988, é dever do Estado garantir a saúde. No entanto, houve um aumento de 67,8% no índice de obesidade no país entre 2006 e 2018. De fato, isso é um problema para a saúde pública devido as consequências q pode causar e que, certamente, deve ser discutida.
Por certo, o sedentarismo dificulta a melhoria desses aspectos, pois ele impede o gasto de calorias necessárias para a perca de peso e corrobora para a reserva de energias que são armazenadas em forma de gordura, agravando assim, a situação do indivíduo. Contudo, de acordo com o Ministério da Saúde, houve uma queda de 13,8% de inatividade física e aumento de 25,7% da prática dessas atividades entre os brasileiros de 2009 a 2018. Então, existe chance de aprimoramento.
Além disso, a adoção de hábitos alimentares inadequados atua como impulsionador da problemática. Desde que, é fácil conseguir comida rápida e industrializada por meio dos fast foods e cada vez mais difícil aderir uma dieta saudável. Bela Gil, chef e nutricionista, disse em uma entrevista “Eu acredito que podemos mudar o mundo através da alimentação”, destacando assim, a importância de uma alimentação adequada e a diferença que faz na vida das pessoas.
Portanto, mesmo já havendo avanços, como a redução no percentual do sedentarismo e sendo meta do Governo aumentar 17,8% o consumo de frutas e hortaliças na população, de acordo com o jornal do G1, ainda é necessária a maior focalização possível nesses aspectos para que melhores estatísticas sejam alcançadas. Nesse sentido, o Ministério da Saúde deve investir recursos para custeio em seu programa Academia da Saúde com o intuito de aumentar o hábito de atividades físicas para reduzir o sedentarismo e estabelecer uma certa moderação nos teores dos produtos industrializados, como no teor de açúcar por exemplo. Dessa forma, o Estado estaria cumprindo o seu dever à saúde diante da Constituição, e com certeza, terá resultados estatísticos motivadores.