Os efeitos da obesidade na saúde pública

Enviada em 29/10/2019

A Constituição Cidadã de 1988, em seu artigo 196, assegura a saúde como um direito de todos e dever do Estado. Contudo, ao observar os efeitos da obesidade na saúde pública, vê-se que o agente público é ineficiente, ora por permitir a alimentação inadequada, ora por propiciar a acumulação de consultas. Em suma, esses fatores dificultam a lei de 1988.

Antes de tudo, vale ressaltar que a alimentação inadequada provoca o ganho de massa corporal. Conforme o sociólogo Z. Bauman, vivemos em um tempo líquido, no qual as coisas não são feitas para durar. A partir disso, nota-se que os indivíduos, por causa de uma sensação de imediatismo, consumem mercadorias de baixo valor nutritivo, pois buscam prazeres efêmeros, encontrados em Fast-Foods. Consequentemente, a ingestão desses produtos acarreta na obesidade, a qual é oriunda de uma nutrição pouco saudável. Sendo assim, percebe-se que um efeito desse problema na saúde pública, visto que o governo deve cuidar dessas pessoas, as quais desenvolveram problemas devido ao uso de lipídeos.

Ademais, convém analisar que a deglutinação excessiva de gorduras gera o acúmulo de consultas no Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo estudos divulgado pelo jornal O Globo, o atendimento precário do SUS mata mais do que a falta de médico. Nesse cenário, entende-se que a obesidade é um fenômeno evitável, entretanto, a ineficiência governamental em tratar esse assunto prejudica a saúde pública. Logo, a correção desse impasse deve ser efetuada emergencialmente.

Em síntese, portanto, cabem aos Ministérios da Educação e da Saúde promoverem palestras nas escolas sobre a importância de possuir alimentação saudável. Por meio de livretos disponibilizados pelo órgão da saúde, os quais devem ter exemplos acerca dos efeitos da obesidade, deve haver debates entre professores, alunos e responsáveis, de modo que seja compartilhada a ideia de consumo aos produtos nutritivos, para que haja a conscientização desse empecilho. Assim, o artigo 196 da Magna Carta do Brasil será respeitado e o Estado se tornará eficiente.