Os efeitos da obesidade na saúde pública

Enviada em 24/10/2019

A saúde é um bem essencial da vida humana, e deve ser garantida a todos igualmente. Sendo assim, países como o Brasil adotaram um sistema único de saúde (SUS) que oferece diversos tratamentos de forma gratuita. Entretanto, a saúde pública carece de muito investimento e se encontra debilitada na maioria das regiões do país. A solução para manter o sistema funcionando está no enfoque a prevenção de certas doenças, como a obesidade.

Mais da metade da população brasileira se encontra com sobrepeso, e milhões de pessoas são obesas. Sendo assim, a obesidade abre caminho para diversos outros problemas, especialmente cardiovasculares. Somado ao fato de que dois terços dos brasileiros dependem exclusivamente do SUS (segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), pode-se compreender que muitos dos gastos na área da saúde pública são destinados para tratamentos relacionados com o sobrepeso. Segundo o respeitado médico Dráuzio Varela, o problema do sistema de saúde brasileiro é o enfoque na doença, quando deveria propagar a prevenção, que para o caso da obesidade, pode acontecer através do exercício físico e de uma alimentação saudável.

O exercício físico deve ser sempre visto como algo que auxilia na saúde da população, como uma necessidade básica. O acesso a esportes e aparelhos de ginástica ao ar livre devem ser ampliados para toda a população, e o desenvolvimento de uma consciência sobre a sua importância precisa ser garantido. Acompanhado de uma alimentação saudável estimulada desde a infância, doenças ligadas a obesidade serão muito mais raras de serem desenvolvidas.

A fim de reduzir os custos da saúde pública com a obesidade e melhorar a qualidade de vida dos brasileiros, deve-se aplicar medidas preventivas através do exercício físico da boa alimentação. Ambas devem ser envolvidas na educação básica por meio do Ministério da Educação. Para a população geral, deve ser estimulado o exercício através da construção de ginásticas públicas municipais e de feiras de hortifruti nas cidades, bem como garantir a livre informação sobre os riscos da obesidade através de cartilhas do Ministério da Saúde, distribuídas publicamente em centros urbanos.