Os efeitos da obesidade na saúde pública

Enviada em 24/10/2019

No século XIX, o mundo vivenciou transformações profundas causadas pelo advento da Segunda Revolução Industrial. As modernizações afetaram diversos aspectos da sociedade. Entretanto, a influência das novidades fez com que, progressivamente, as pessoas dependessem mais dos produtos industrializados e do comodismo da tecnologia. Sendo assim, a alimentação também se rende às transformações, fazendo com que as pessoas consumam  demasiadamente ultra processados e, sem a prática de exercícios físicos, a saúde brasileira enfrenta um surto de obesidade.

Sabe-se que, devido ao estilo de vida propagado depois da terceira revolução industrial, as pessoas são direcionadas a focar em suas carreias em detrimento da sua saúde mental e física. Desinente disso, ao priorizar suas tarefas, muitos não se dedicam a preparar refeições caseiras. Como consequência, a comida pronta e congelada surgiu como uma alternativa. Todavia, em 2015, a Organização Pan-americana de Saúde divulgou um relatório que mostra que o aumento do consumo desses alimentos tem levado ao crescimento do índice de massa corporal (IMC). Sendo assim, a comodidade que eles trazem tem um alto preço, pois os aditivos químicos que recebem geram um organismo com baixo desempenho e inclinado à obesidade.

Além de ter uma alimentação incapaz de fornecer a nutrição, sendo congelada ou industrial, que o corpo precisa, a falta de atividades físicas também é um dos principais fatores para o acréscimo de peso dos brasileiros. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, doenças relacionadas ao sedentarismo matam 300 mil pessoas por ano, somente no Brasil. Logo, as facilidades que a modernização propõe produzem indivíduos adaptados a uma vida sem movimentação, que, por sua vez, acarreta um corpo fadado à indisposição e incapaz de queimar a gordura acumulada.

Portanto, não se trata apenas de uma questão de saúde pública, mas também de priorização de hábitos benéficos à vida humana. Diante disso, é dever do Ministério da Saúde impulsionar campanhas sociais, por meio da mídia, que eduquem a população acerca da má alimentação e incentive os brasileiros a praticar atividades físicas. Essas campanhas publicitárias devem apresentar os perigos de uma alimentação baseada em produtos industrializados e os riscos de desenvolver doenças desencadeadas pela obesidade. Espera-se com isso, que o progresso desde as revoluções industriais também implique numa melhoria da vitalidade coletiva.