Os efeitos da obesidade na saúde pública

Enviada em 28/10/2019

“No meio do caminho tinha uma pedra, tinha uma pedra no meio do caminho”. Através desse fragmento do poeta modernista Carlos Drumond de Adrade, percebe-se que a sociedade ao longo do seu desenvolvimento encontra obstáculos em sua caminhada. A aquisição de hábitos alimentares irregulares em decorrência a falta de tempo, retrata essa pedra na sociedade contemporânea. Ademais, tendo em vista que tal hábito é um dos principais fatores da obesidade, faz-se necessário uma reflexão e também medidas que possam combatê-lo.

Em primeiro lugar é importante ressaltar que devido a uma sociedade em que o tempo está no comando, fez com que redes de fast-food e alimentos industrializados ganhassem cada vez mais espaço e visibilidade, ou seja, o “lanchinho rápido” já é garantido no cotidiano dos brasileiros. De acordo com sociólogo polonês, Zygmunt Bauman, a sociedade vive atualmente uma liberdade ilusória, fato esse confirmado devido o capitalismo que obteve o poder de transformar a palavra tempo em “lucro”. Assim sendo, coagindo uma sociedade escolher o dinheiro a sua própria saúde.

Por conseguinte, presencia-se a obesidade como corolário do problema. Conforme afirma o Jornal Exame, cerca de 20% da população nacionalizante já é acometida por esse mal. Partindo desse pressuposto, é indubitável que a falta de informações, de incentivos e de educação básica sobre alimentação saudável fez essa nação não estivesse preparada para se defender dessa mazela e de suas nocividades. Conquanto, esses fatores diferem a supressão do empecilho, contribuindo assim, para a perpetuação desse quadro deletério.

Portanto, medidas são necessárias para a resolução desse impasse. Em primeiro plano, o Ministério de Educação e Cultura (MEC), em parceria com ONG’s, devem instituir nas escolas palestras sobre obesidade e suas consequências, assim como, a importância da saúde e como mantê-la adequada. Além disso, o Estado pode prover, a diminuição de impostos sobre os alimentos saudáveis, na tentativa de incitar a população a consumi-los, sem a desculpa de que “é muito caro” alimentar-se saudavelmente. Por fim, cabe mídia, em conjunto, com o Ministério da Saúde usufruir de seu poder persuasivo em campanhas publicitárias onde essa problemática seja discutida e esclarecida para a sociedade. Pois, talvez assim essa pedra possa ser colocada de lado e essa nação possa continuar sua jornada livremente.