Os efeitos da obesidade na saúde pública

Enviada em 30/10/2019

Como propõe Zygmunt Bauman em sua obra “Modernidade Líquida”, o mundo moderno está mergulhado em relações aceleradas. Para seguir o mesmo ritmo, a alimentação deixou de receber a devida atenção, e como consequência, o número de obesos cresceu de maneira drástica. Com esse acréscimo no índice de obesidade, a saúde pública tem sido atingida por diversos efeitos, tais como o crescimento de doenças adquiridas pelo aumento de peso e maiores gastos econômicos.

Entre 2006 e 2018, o índice de obesidade no Brasil cresceu quase 70%, gerando certa preocupação para os profissionais da saúde. Esse aumento é preocupante porque, de acordo com a ABESO, a obesidade tem elevado o risco para desenvolver várias outras doenças, como por exemplo, diabetes tipo 2, hipertensão, problemas cardiovasculares e câncer. Logo, a saúde pública tem sido afetada pela obesidade por causa das doenças associadas.

Outro efeito causado é o sobrecarregamento do Sistema Único de Saúde. Pelo fato de que o Brasil tem uma grande quantidade de pessoas acima do peso e que o SUS tem como objetivo a integralidade, a demanda por equipes multidisciplinares é maior, uma vez que a obesidade é multifatorial. Com esse aumento de necessidades, o SUS tem tido custos com pessoas obesas de 5% dos gastos totais. Portanto, a obesidade tem abalado a saúde pública também no âmbito econômico com as altas despesas gastas com diagnósticos e tratamentos.

Diante disso, cabe ao Ministério da Saúde, em parceria com as secretarias municipais, a promoção de eventos mensais destinados à população mais carente. Tais eventos devem ser realizados nas prefeituras e divulgados por meio de redes sociais, a fim de garantir educação nutricional, com melhores escolhas para diminuir os efeitos da obesidade na saúde pública, dando fim à trágica herança da sociedade moderna.