Os efeitos da obesidade na saúde pública
Enviada em 29/01/2020
Sabe-se que, conforme articulado por John Stuart Mill: “Sobre seu próprio corpo e mente, o indivíduo é soberano.” Em contrapartida a análoga citação, a população hodierna a contradiz irrefutavelmente, em virtude de que, segundo dados obtidos pelo Ministério da Saúde, mais da metade da população brasileira está acima do peso. Sob esse prisma, perfaz-se que tamanho descuido com a saúde vem da inexistência de tempo na vida dos brasileiros, razão influenciadora de adversidades fatais.
Primordialmente, em conformidade com a ideologia disseminada pelo naturalista Lamarck, os seres, por intermédio do ambiente, adaptam-se ao meio. Posto isso, apesar de desacreditada, tal convicção mostra-se demasiado congruente em relação aos seres humanos contemporâneos, visto que, mediante à Revolução Industrial, os cidadãos se adaptaram a uma rotina exacerbada de trabalho, revelando-se cômodos, pois visam buscar alternativas rápidas e práticas para se alimentar devido à ausência de horas disponíveis para realizar consoante ação de modo sadio. Dessa maneira, os indivíduos consomem cada vez mais produtos industrializados, como fast-foods, cotidianamente, o que causa de forma inequívoca o aumento significativo dos casos de obesidade dentro da nação.
Diante do exposto, em consequência do peso elevado, problemáticas biológicas as quais comprometem a homeostase do organismo podem ser desencadeadas. Expõe-se, como exemplo, o colesterol, fator que é capaz de acarretar problemas cardíacos nos seres humanos e até levá-los à morte, uma vez que o sangue retira-se do coração apresentando uma alta pressão através das artérias pulmonar e aorta. Sendo assim, por conta da vasta pressão a qual o sangue se encontra, as artérias carecem ser rígidas e maleáveis, a fim de que o sangue possa passar sem demais questões. Todavia, quando as taxas de colesterol são elevadas, ele se acumula ao redor de semelhantes artérias, bloqueando sua flexibilidade. Portanto, com as artérias obstruídas no momento em que o sangue for transitá-las, elas irão explodir, provocando um infarto ou um AVC (Acidente Vascular Cerebral) no indivíduo.
Em suma, é indubitável que a obesidade situa-se no centro dos panoramas sociais hodiernos devido a ausência de tempo das pessoas. Logo, para desatar homólogo impasse, é dever do Ministério da Saúde, junto com a indústria alimentícia, reduzir ao máximo o número de casos de obesidade no país, por meio do desenvolvimento de mais alimentos práticos e saudáveis, incluindo-os também nos cardápios de restaurantes fast-foods de todo o território brasileiro, com o intuito de manter os cidadãos cheios de vitalidade mesmo dentro de suas rotinas agitadas. Dessa forma, os indivíduos terão uma vida longa e vigorosa.