Os efeitos da obesidade na saúde pública

Enviada em 19/03/2020

É importante pontuar que, segundo o filósofo Nietzsche, ‘‘o homem é algo que deve ser superado’’, ou seja, a sociedade tende ao progresso como forma de dar continuidade a sua existência. Entretanto, é fato que o país não está buscando essa evolução, uma vez que a obesidade se tornou um problema de saúde pública, desencadeada por dois fatores: o aumento da ingestão de calorias e a diminuição da prática de atividades físicas.

Em primeira instância, segundo dados da Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas, Vigitel, 18,9% da população é considerada obesa devido à má alimentação. Analogamente, com o surgimento da Revolução Industrial - quando o consumo exacerbado passou a ser incentivado - o corpo social já enfrentava transtornos causados pelo aumento de alimentos industrializados e calóricos. Desse modo, a premissa do escritor Jorge Santayana, ‘‘Quem não recorda o passado está condenado a repeti-lo’’, no livro ‘‘A Vida da Razão’’, permite uma reflexão sobre a atual relação do brasileiro e a sua saúde.

Em segunda instância, é indubitável que, o sedentarismo é uma das principais razões pela qual o número de obesos cresce no país. De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde, 47% dos brasileiros não praticam atividade física suficiente para se manter saudável, o que aumenta o risco de patologias como a diabetes e a hipertensão.

Portanto, são necessárias medidas que superem os desafios perante a obesidade no Brasil. Sob tal ótica, cabe ao Estado o papel responsável por melhorar a nutrição da população, por meio do ampliamento dos sistemas de saúde em todo território. Sendo assim, deverá haver um aumento na quantidade de nutricionistas na rede hospitalar pública, através do desenvolvimento de projetos que objetivem um acompanhamento nutricional e um incentivo a prática de exercícios, com a finalidade de melhorar a qualidade de vida da nação.