Os efeitos da obesidade na saúde pública

Enviada em 31/03/2020

Thomas Malthus foi uma importante personalidade no âmbito geográfico e tornou-se reconhecido, sobretudo, pela “teoria malthusiana”: “enquanto a humanidade cresce em progressão geométrica, a quantidade de alimentos cresce em progressão aritmética”; ou seja, em pouco tempo não haverá comida para todos. Conquanto Malthus fora refutado devido ao domínio tecnológico da agropecuária, sabe-se hoje que, do contrário da fome, a má alimentação e a obesidade tornaram-se problemas evidentes para a humanidade, causados por um hábito alimentar nefasto e que promovem indivíduos mais suscetíveis a doenças.

Cabe ressaltar, em primeiro plano, que a má alimentação, que leva, muitas vezes, à obesidade, é fruto de um hábito ruim: comer em “fast-foods”. Essa idiossincrasia da sociedade contemporânea é perpetuada pela necessidade de se alimentar com prazer e rapidamente presente em grande parte dos brasileiros. Contudo, assim como elucidado na “Lenda de Fausto”, por meio de Fausto e do demônio Mefistófeles, tudo que aparenta ser bom tem seu lado negativo, desse modo, no viés nutricional, quanto mais os cidadãos preconizam esse hábito, tanto mais problemas como a obesidade tendem a aparecer.

Por conseguinte, enquanto essa conjuntura perdurar, esse hábito, que incita a má alimentação, induz a uma sociedade de indivíduos frágeis no que concerne à saúde. Na medida em que o cardápio das “fast-foods” é preenchido majoritariamente por alimentos industrializados, é, biologicamente, fato que o organismo humano não sustenta esse hábito. Evidencia disso é o documentário norte-americano “SuperSize Me”, no qual o criador se habilita a comer, durante um mês, exclusivamente alimentos do “McDonalds” e, como consequência, teve que seguir, por meses, uma dieta desintoxicante em razão de complicações médicas.

Portanto, infere-se, visto a tempestividade da problemática, que é necessário eliminar essa peculiaridade moderna relacionada à alimentação. Para tanto, compete às famílias brasileiras, como unidades formadoras de uma nova geração, o dever de ofuscar os meios dos novos indivíduos às “fast-foods” desde cedo, instruindo acerca de hábitos alimentícios saudáveis, através do diálogo e de materiais lúdicos a respeito da saúde, a fim de atenuar a má alimentação e a obesidade no Brasil. Além disso, cabe ao Ministério da Saúde reforçar os alertas governamentais que circunscrevem esse tema, visando ao público adulto diminuir o consumismo alimentar. Destarte, observar-se-ia uma sociedade mais saudável e que refuta Malthus sem “conquantos”.