Os efeitos da obesidade na saúde pública

Enviada em 25/04/2020

Desde a consolidação do capitalismo no século XVI e a ampliação das jornadas de trabalho no Brasil, as pessoas vem se distanciando dos cuidados com o corpo. Tal fato tem contribuído negativamente para o crescente número de pessoas obesas, afetando conseqüentemente as instituições públicas de saúde que precisam atendê-las. Desse modo, é fundamental analisar os fatores que provocam, os efeitos da problemática em questão e que a sociedade colabore mais em relação a isso.

Em primeiro lugar, nota-se o comportamento inadequado da população relativo às práticas saudáveis. A começar pela alimentação gordurosa; se por um lado os produtos estão cada vez mais fáceis de encontrar, e de serem feitos, por outro encontram-se menos nutritivos e mais calóricos, prejudicando a sua saúde. Além de não se preocupar com esses aspectos, uma pesquisa divulgada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) comprova que apenas um a cada cinco brasileiros pratica exercícios físicos e atividades como caminhadas. O setor de fast-foods com alimentos não tão saudáveis e pouquíssimo nutritivos, tem sido um dos principais vilões na luta contra a obesidade.

É fundamental pontuar, ainda, que os maus hábitos da população na alimentação contribuem para impasses na saúde pública. Além disso, é preciso diminuir o consumo de refrigerantes e sucos artificiais e aumentar o consumo de frutas e hortaliças. Outrossim, está nos crescentes casos de hipertensão e diabetes, em crianças, adolescentes e adultos. Segundo a Organização Mundial de Saúde, a tamanha demanda de pacientes tem provocado a diminuição de equipamentos como medidores de pressão, devido ao uso constante. Ademais, os centros públicos encontram-se cada vez mais lotados, isso porque muitos indivíduos acabam adquirindo doenças psicológicas por estarem acima do peso e sofrerem vários tipos de preconceitos.

Fica claro, portanto, a necessidade de combater os alarmantes casos de adiposes no país. Para isso, cabe ao Ministério da Educação juntamente com o terceiro setor – composto por associações que buscam se organizar para conseguir melhorias na sociedade – promover campanhas e palestras educativas nos mais variados locais, principalmente em escolas. Por fim, como a filosofia nos mostra com Platão: “O importante não é apenas viver, mas viver bem”.