Os efeitos da obesidade na saúde pública

Enviada em 30/04/2020

Atualmente, uma parcela significativa da população brasileira encontra-se em situação de obesidade, e em decorrência disso, além das dificuldades de saúde e mobilidade, também são alvo de ofensas. A obesidade tem efeito não apenas sobre os indivíduos com a doença, mas também sobre a saúde pública. Deve-se trabalhar, através de políticas públicas e investimento nas áreas de saúde e educação, uma solução que permita o pleno tratamento médico dos indivíduos obesos, bem como a conscientização da população em relação aos seus hábitos alimentares.

A população obesa encontra dificuldades no tratamento da doença através do sistema de saúde pública, seja por ausência de equipamentos e locais adaptados para esses indivíduos; falta de profissionais especializados em sua condição; dificuldade de transporte aos locais de tratamento; entre outros obstáculos. Dado o número alarmante (estima-se que sejam 20 milhões) de pessoas que necessitam do tratamento dessa doença e de diversas outras que são consequências dela, como problemas cardíacos e diabetes, fica evidente a urgência de investimento público em recursos que possibilitem o pleno tratamento da população obesa.

Além disso, há uma falta de consciência da população sobre o impacto dos hábitos alimentares em sua saúde. Essa problemática tem relação direta com a formação do indivíduo durante a infância e juventude, e consequentemente, se faz necessária a participação da educação pública nesse processo. Logo, fica claro que sem uma atenção dos poderes públicos na área da educação no que diz respeito à conscientização dos jovens e crianças nas escolas, o sistema de saúde pode ser sobrecarregado no futuro, como resultado de uma educação incapaz de convencer esses jovens e crianças a optarem por hábitos alimentares positivos.

Portanto, não é possível que se solucione o desafio da obesidade no sistema de saúde pública sem que hajam esforços do poder público nas áreas de saúde e educação. Por isso, o Ministério da Saúde deve destinar fundos ao tratamento de pacientes obesos, aplicando-os em programas de auxílio à esses pacientes, como por exemplo, acessibilidade aos espaços de tratamento, com o intuito de não haver nenhum constrangimento ou segregação no que diz respeito ao tratamento das pessoas obesas nos hospitais públicos. Em relação à conscientização, as Secretarias da Educação devem, através de campanhas que mostram as consequências da obesidade, promover bons hábitos alimentares para os alunos nas salas de aula, a fim de que as próximas gerações estejam cientes de suas responsabilidades com sua saúde.