Os efeitos da obesidade na saúde pública

Enviada em 07/05/2020

Os Jogos Olímpicos na Grécia Antiga revolucionaram a relação do homem com o corpo, trazendo o padrão atlético como ideal de beleza a ser alcançado pela população. Nessa perspectiva, apesar de haver uma maior ascensão do estilo de vida “fitness” e um crescente interesse pela prática esportiva, a obesidade tem se configurado um grave problema no Brasil atual. Logo, é fundamental discutir os motivos e efeitos dessa realidade, bem como engendrar formas eficazes de modificá-la.

Em uma primeira abordagem, é importante analisar que a dinâmica acelerada do mundo contemporâneo induz os indivíduos a adotarem hábitos negativos e prejudiciais à saúde. Nesse viés, a sensação de efemeridade do tempo relatada pelos artistas barrocos no final do século XVII, continua a atingir os brasileiros. Com isso o número de pessoas reféns do sedentarismo tem aumentado, elevando, assim, a obesidade. Ademais, a rapidez e praticidade do consumo de “fast-food” e alimentos industrializados têm agravado a problemática, afetando todas as faixas etárias.

Platão, filósofo grego, afirma que não basta apenas viver, mas viver bem. Nesse sentido, a obesidade interfere negativamente na rotina dos indivíduos diminuindo a qualidade de vida. Além disso, o corpo humano funciona baseado nos mesmos princípios de interdependência da solidariedade orgânica defendida por Émile Durkheim, em que a falha de uma área afeta diretamente todo o processo. Assim, o excesso de peso induz o surgimento de outras doenças, como diabetes, hipertensão e AVC, além de problemas cardiovasculares e respiratórios, desestabilizando o equilíbrio corporal. Logo, vê-se que esse problema não pode mais ser ignorado.

Entende-se, portanto, que a obesidade é uma doença que requer atenção e cuidado. Dessa forma, é papel da Instituição Escolar implementar atividades e discussões que visem desenvolver hábitos saudáveis, desde cedo. Isso pode ser feito, por meio da contratação de nutricionistas e psicólogos para disponibilizar lanches balanceados, bem como buscar estratégias para melhorar a relação da criança com o alimento. Outrossim, parcerias público-privadas podem ser feitas, com o auxilio da mídia, para o desenvolvimento de campanhas que incentivem a reeducação alimentar como alternativa para atenuar o problema do sobrepeso e da obesidade. Destarte, com a participação dos diversos setores sociais, esse cenário poderá ser alterado.