Os efeitos da obesidade na saúde pública

Enviada em 26/05/2020

Consoante ao considerado pai da medicina, Hipócrates, “a alimentação deve ser o único remédio para uma vida saudável”. Entretanto, com a ascensão de uma sociedade acelerada e sintética, problemas com obesidade, má alimentação e sedentarismo já são considerados casos de saúde e urgência pública. Isso se evidencia não só pelos maus hábitos, como também pela influência do consumismo compulsivo.

Primeiramente, de acordo com o Ministério da Saúde, o número de pessoas acima do peso no país já é maior do que a metade da população, atingindo 52% em 2015. Sob essa perspectiva, tal dado é alarmante, posto que os frutos desse problema são trágicos, tendo como exemplo transtornos psicológicos, diabetes, hipertensão e muitas outras consequências físicas que podem trazer. Diante desses fatores, torna-se indispensável a adoção de projetos que trabalhem essas adversidades e seus efeitos.

Outrossim, o capitalismo e a globalização como incentivadores diretos para o consumo descontrolado são preocupantes, visto que a facilidade de ter alimentos processados todos os dias faz com que a preocupação com a alimentação adequada fique em segundo plano. Nesse sentido, os danos do sistema vigente revelam ainda mais as características dos indivíduos no mundo atual.

Infere-se, portanto, que medidas devem ser tomadas. Com isso, urge que o Estado, adjunto do Ministério da Educação, incentivem a reeducação alimentar, haja vista a escola como papel fundamental, com núcleos de debates e orientações de nutricionistas para tratar o problema desde a base. Ademais, cabe ao Ministério da Saúde criar projetos para a fácil acesso no possível tratamento de doenças causadas pela obesidade, com o intuito de ter um corpo social que se preocupa com sua saúde. Dessa forma, tratando causas e minimizando efeitos, a alimentação será o único remédio necessário.