Os efeitos da obesidade na saúde pública
Enviada em 30/05/2020
O pai da medicina - Hipócrates -, séculos antes de Cristo, já afirmara que alimento, do ser humano, deve ser o seu remédio. No entanto, nos dias hodiernos, não se observa a alimentação aliada à saúde, o que contribui para o alto consumo de comidas processadas - com elevado teor calórico e vazias nutricionalmente. Consequentemente, há um aumento na incidência da obesidade, a qual contribui para o surgimento de comorbidades. Dessa forma, essa questão se tornou um problema na saúde pública, sendo imperioso entender seus contribuintes, como a indústria alimentícia e a falta de conhecimento.
Primeiramente, a influência da indústria alimentícia favorece a prevalência da obesidade. Tal indústria cresceu fortemente a partir da Segunda Guerra Mundial, devido a necessidade de alimentos rápidos, práticos e com vida útil para levarem às guerras. Sendo assim, após as demandas da guerra, ela se voltou para a população, contribuindo significativamente para a economia local. Com isso, muitos países, como o Brasil, dão benefícios para esse setor industrial, o que favorece os baixos preços e a facilidade de encontrar seus produtos no mercado. Como consequência, esses alimentos são consumidos intensamente pela sociedade, aumentando a ingestão calórica, o acúmulo de gordura e a obesidade. Logo, é obrigatório romper com o poder da indústria, hoje, para diminuir a obesidade.
Ademais, a falta de conhecimento da população sobre nutrição facilita a obesidade. O Brasil possui o “Guia Alimentar Para a População Brasileira” - com dicas sobre alimentação saudável-, todavia, muitos brasileiros não sabem de sua existência. Além disso, há poucos programas de educação nutricional no país, o que, somado ao desconhecimento do guia, gera hábitos alimentares prejudiciais ao organismo. Dessa maneira, a falta de conhecimento leva o homem a achar que alimentos processados são bons e que “fast foods”, em excesso, não faz mal à saúde, e assim, a ingestão desse tipo de comida, rotineiramente, favorece o surgimento da obesidade. Nota-se, pois, que somente o maior acesso às informações sobre alimentação saudável será capaz de diminuir a obesidade.
Medidas, portanto, para minimizar o impacto da indústria de alimentos e a falta de conhecimento individual nessa problemática são necessárias. Destarte, o governo deve limitar o acesso de produtos industrializados, por meio da criação de leis. Nelas, aumentar-se-á os impostos cobrados sobre esse tipo de alimento, com o afã de elevar o preço de venda deles e consequentemente diminuir a aquisição da população. Além disso, escolas necessitam estimular uma melhor alimentação dos alunos, por meio da contração de nutricionistas e palestras mensais. O profissional realizará educação nutricional, a fim de formar jovens conscientes na hora de escolher o que comer. Desse modo, a obesidade diminuirá, e o alimento será o remédio para promover a saúde.