Os efeitos da obesidade na saúde pública

Enviada em 07/06/2020

A FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura) indicou um aumento no consumo de vegetais entre os brasileiros, nos últimos anos. No entanto, mesmo com essa melhora na alimentação, a parcela de pessoas acima do peso, no país, continua alta. Diante disso, valida-se a discussão acerca da taxa de obesidade na Brasil como marcadas pelos hábitos não saudáveis da população, acarretando em efeitos negativos à saúde pública nacional.

Em primeira análise, o estilo de vida não saudável da população é um dos principais contribuintes para a obesidade populacional que, em vista disso, também leva ao aumento de doenças crônicas. Nesse ínterim, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a maior parte das pessoas com sobrepeso não apresenta só uma alimentação não balanceada, mas também estão propensas a serem sedentárias, fumantes e a consumirem álcool. Em vista disso, fica explícito que a obesidade não está ligada apenas à ingestão de alimentos, haja vista o caráter multifatorial levados também pelo estresse e falta de atividades físicas, que atuam como agravantes para outras doenças.

A posteriori, em consequência da precarização dos cuidados à saúde, como um todo, o índice elevado de indivíduos obesos e com doenças crônicas se mantém, e com isso, contribui para uma sobrecarga no sistema de saúde. Nessa perspectiva, de acordo com levantamento realizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS), 70% dos pacientes com hipertensão são obesos ou possuem doenças múltiplas como, além da pressão alta, diabetes e asma, as quais necessitam de controle médico regular. Destarte, a atenção que o Estado deve proporcionar a essa parcela da sociedade compromete o sistema de saúde pública, evidenciado não só pelo percentual de casos, mas pelos cuidados exigidos para seus tratamentos.

Depreende-se, portanto, que a resolução dos problemas causados na saúde pelo sobrepeso da população apresenta entraves que precisam ser sanados. Assim, é fundamental que o Poder Público, juntamente com a FAO e o MS, por meio de subsídio financeiro, proponha a criação de projetos de suporte multiprofissional voltados, principalmente, à população obesa, ampliando a contratação de nutricionistas, psicólogos e médicos, além das construções de áreas esportivas e promoção de feiras orgânicas semanais em pontos estratégicos das cidades. Tal medida aparece com o intuito de facilitar o acesso da população geral aos meios que conduzem à uma vida mais saudável, reduzindo o número de obesos e evitando novos casos acompanhados das doenças crônicas.