Os efeitos da obesidade na saúde pública

Enviada em 27/05/2020

A comodidade instaurada pela globalização desde a Revolução Industrial modificou o modo de vida da sociedade no século XVIII. Com a redução do esforço físico exigido pelas tarefas cotidianas, as pessoas poderiam se preocupar menos com as atividades ativas e mais com as passivas. No entanto, essa prática desenvolveu consequências que prejudicam a qualidade de vida da sociedade até o período contemporâneo, como, por exemplo, a obesidade, a qual, ainda, sofre o desamparo do Estado no tratamento da questão.

Em primeiro plano, é fato que, o estilo de vida moderno é o principal fator responsável pela obesidade. Com o passar do tempo  multinacionais empenham-se, cada vez mais, em desenvolver mecanismos que ofertem alternativas ao esforço físico do homem, como é o caso das empresas de “delivery” e “fast food”, por exemplo. Essa gama de comodidades expostas ao indivíduo, inconscientemente, induzem-no a permanecer na sua zona de conforto impossibilitando, assim, a busca pela mudança de hábitos, já que, segundo o escritor irlandês Oscar Wilde, a insatisfação é o primeiro passo para o progresso do homem.

Ademais, é fato, também, que, pessoas as quais já enfrentam a obesidade, encontram-se à míngua de meios para contornar o problema ocasionando, portanto, uma osciosidade maior atrelada aos riscos de morte que estão envolvidos à obesidade mórbida. Isso ocorre, pois, a falta de interesse dos cidadãos em evitar o imbróglio ocasiona o desinteresse, também, do Estado em tomar providências sobre a problemática de outrem conforme afirma o filósofo John Stuart Mill: “O valor de um Estado é o valor dos indivíduos que o compõem”.

Diante disso, fica evidente que o Estado deve se posicionar de forma a tratar o desenlace desses impasses. Para a manutenção do estilo de vida moderno e a configuração do atendimento dos casos de obesidade já existentes, é necessário que o Ministério da Saúde crie, por meio de verbas públicas, campanhas midiáticas que chamem a atenção e conscientizem a população sobre os males decorrentes desse estilo de vida, deve, também, criar delegacias especializadas em função de facilitar e intermediar, o contato dos pacientes aos profissionais adequados que possam apresentar alternativas no tratamento desses pacientes. Somente assim, a comodidade do homem, que vem de uma crescente desde a Revolução Industrial, não mais atrapalhe a qualidade de vida da nação.