Os efeitos da obesidade na saúde pública

Enviada em 31/05/2020

Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito a saúde e ao bem estar social. Conquanto a dificuldade de se criar uma saúde unificada no brasil impossibilita que essa parcela desfrute desse direito universal na pratica. Diante dessa perspectiva, cabe avaliar os fatores que favorecem esse quadro.

A educação é o fator principal no desenvolvimento de um país. Por ocupar uma posição no G20 e nos BRICS seria racional acreditar que o Brasil possuísse um sistema público de ensino eficiente. Contudo, a realidade é justamente o oposto e o resultado desse contraste é claramente refletido na saúde laboral. De acordo com um estudo realizado pela consultoria Aon, com 54mil funcionários de 52 empresas no Brasil, mais da metade dos colaboradores (52%) estão acima do peso, sendo sedentarismo a principal causa. Diante do exposto é inadmissível que as empresas tanto públicas quanto privadas não tenham um sistema de atividade para seus funcionários para que eles se exercitem e tenham uma vida próspera sem problemas de saúde.

Cabe salientar também que a falta de investimento no esporte nas escolas públicas é um impulsionador do problema. De acordo com Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas é a característica da “modernidade líquida” vivida no século XXI. Diante de tal contexto, o esporte além de aproximar as relações interpessoais ela faz a pessoa criar um habito de se exercitar.

Portanto, indubitavelmente, medidas são necessárias para resolver o problema. O governo deve proporcionar por meio das escolas públicas campeonatos entre escolas para impulsionar a competitividade, o exercício físico e fortalecer as relações interpessoais fazendo os alunos trabalharem em grupo. Desta forma o Brasil conseguiria criar uma melhor saúde para os brasileiros.