Os efeitos da obesidade na saúde pública
Enviada em 01/06/2020
O pai da medicina - Hipócrates -, já afirmara que o alimento do ser humano deve ser o seu remédio. No entanto, nos dias hodiernos, não se observa a alimentação aliada à saúde, o que contribui para o alto consumo de comidas processadas - com elevado teor calórico e vazias nutricionalmente. Consequentemente, há um aumento na incidência da obesidade, a qual contribui para o surgimento de comorbidades. Dessa forma, essa questão se tornou um problema na saúde pública, sendo imperioso entender seus contribuintes, como a indústria alimentícia e a falta de conhecimento.
Primeiramente, a influência da indústria alimentícia favorece a prevalência da obesidade. Tal indústria cresceu fortemente a partir da Segunda Guerra Mundial, devido a necessidade de alimentos rápidos, práticos e com vida útil para levarem às guerras. Sendo assim, após as demandas da guerra, ela se voltou para a população, contribuindo significativamente para a economia local. Com isso, muitos países, como o Brasil, dão benefícios para esse setor industrial, o que favorece os baixos preços e a facilidade de encontrar seus produtos no mercado. Como consequência, esses alimentos são consumidos intensamente pela sociedade, aumentando a ingestão calórica, o acúmulo de gordura e a obesidade. Logo, é obrigatório romper com o prestígio da indústria, hoje, para diminuir a obesidade.
Ademais, a falta de conhecimento da população sobre nutrição facilita a obesidade. O Brasil possui o “Guia Alimentar Para a População Brasileira” - com dicas sobre alimentação saudável-, todavia, muitos brasileiros não o conhecem. Além disso, há poucos programas de educação nutricional no país, o que favorece a persistência da falta de noções básicas sobre alimentação. Dessa maneira, a falta de conhecimento crítico leva o homem a não ter escolhas conscientes sobre o que comer, não sabendo quais são os melhores alimentos a serem ingeridos. Assim, somado com uma construção, muitas das vezes, baseada no prestígio da indústria alimentícia, as escolhas giram em torno de alimentos ultraprocessados, rápidos para o consumo diário, o que favorece a prevalência da obesidade. Nota-se, pois, que o maior acesso às informações sobre alimentação saudável pode diminuir a obesidade.
Medidas, portanto, para minimizar o impacto da indústria de alimentos e a falta de conhecimento individual nessa problemática são necessárias. Destarte, o governo deve limitar o acesso de comidas industrializadas, com novas leis. Nelas aumentarão os impostos cobrados sobre esse tipo de alimento, com o afã de elevar o preço de venda deles e consequentemente diminuir a aquisição da população. Além disso, escolas necessitam estimular uma melhor alimentação, por meio da contratação de nutricionistas. O profissional realizará educação nutricional, a fim de formar jovens conscientes nas escolhas do que comer. Desse modo, a obesidade diminuirá, e o alimento será o remédio.