Os efeitos da obesidade na saúde pública
Enviada em 02/06/2020
A Organização Mundial da Saúde - OMS - classifica um indivíduo como obeso, aquele que possuir o Índice de Massa corporal - IMC - superior a 30 kg/m², sendo a faixa ideal entre 18,5-24,9 kg/m². Ela também destaca a importância de combater a sua incidência, para que haja melhora na qualidade de vida dos indivíduos. Assim, o Brasil vai de encontro à preocupação da OMS, visto que isso tornou-se um grande problema de saúde pública, e procura maneiras de enfrentar esse mal. Dessa forma, é imperioso entender seus contribuintes, como a indústria alimentícia e o sedentarismo.
Primeiramente, a influência da indústria alimentícia favorece a prevalência da obesidade. Tal indústria cresceu fortemente a partir da Segunda Guerra Mundial, devido à necessidade de alimentos rápidos, práticos e com vida útil para levarem às guerras. Sendo assim, após as demandas da guerra, ela se voltou para a população, contribuindo significativamente para a economia local. Com isso, muitos países, como o Brasil, dão benefícios para esse setor industrial, o que favorece os baixos preços e a facilidade de encontrar seus produtos no mercado. Como consequência, esses alimentos são consumidos intensamente pela sociedade, aumentando a ingestão calórica, o acúmulo de gordura e a obesidade. Logo, é obrigatório romper com o prestígio da indústria, hoje, para diminuir a obesidade.
Ademais, o sedentarismo é fortemente associado à obesidade. As Revoluções Industriais trouxeram significativas mudanças no modo de vida da população, sobretudo com a eletricidade, os automóveis e os avanços expressivos no meio tecnológico. À medida que ocorreram esses desenvolvimentos, a população aumentou o seu peso médio. Isso é explicado pelo fato de que as melhorias de tais revoluções favoreceram o menor esforço diário do indivíduo para atividades simples, como elevadores ao invés de subir escadas, automóveis ao invés de andar, controle de televisão ao invés de levantar e mudar canais manualmente. Desse jeito, há maior tendência do indivíduo gastar menos energia, o que implica em ganhar peso, caso esteja ingerindo mais que o necessário –o que é facilitado pelo consumo de alimentos industrializados.Nota-se, pois, que é preciso movimentar-se mais para evitar a obesidade.
Medidas, portanto, para minimizar o impacto da indústria de alimentos e do sedentarismo nessa problemática são necessárias. Destarte, o Governo Federal deve influenciar a elevação do preço de comidas industrializadas, mediante a criação de leis. Nelas, aumentarão os impostos cobrados sobre esse tipo de alimento, com o afã de diminuir a sua aquisição pela população - causada pelo acréscimo do preço. Além disso, a mídia precisa orientar a população sobre os riscos do sedentarismo, por meio de propagandas, diárias, com profissionais da saúde, a fim de conscientizar a sociedade da importância de se movimenta mais. Desse modo, pessoas na faixa ideal de IMC aumentarão.