Os efeitos da obesidade na saúde pública

Enviada em 21/07/2020

O advento da Segunda Revolução industrial no século XIX, fez com que o consumo na população mundial aumentasse devido à produção em massa, com isso, a sociedade adotou a praticidade em detrimento da saúde, como no consumo de alimentos industrializados. Aliado a esse fator, a tecnologia proporcionou uma maior sedentarização do indivíduo.

Em primeiro plano, a falta da prática de exercícios físicos é uma das principais causas que levam ao crescimento da obesidade. Segundo o estudo da Universidade de Illinois, de Chicago, atividades físicas aumentam a capacidade de concentração e melhor desempenho em testes acadêmicos. Entretanto, os aparelhos tecnológicos como notebooks, smartphones e tablets desestimulam o indivíduo a praticar algum esporte. Além disso, a educação física nas escolas é vista apenas como uma atividade lúdica, ignorando a função biológica da mesma. A sedentarização, além da obesidade, traz sérias doenças, como hipertensão e diabetes, ou seja, é preciso que haja incentivos para que os indivíduos se movimentem mais, a fim de evitar essas enfermidades.

Diante disto, é imprescindível citar a questão mercadológica como entrave para uma alimentação de qualidade no país. Os produtos orgânicos, assim como aqueles sem lactose ou glúten, possuem o preço elevado em relação aos industrializados, tanto pela menor quantidade nas prateleiras, quanto por ser mais caro e demorado para produzir e levar ao mercado. Por esses motivos, o consumidor opta pelo mais barato que, no que lhe concerne, possui excesso em sódio, açúcar a agrotóxicos, contribuem para a obesidade e piora a saúde do brasileiro

Posto isto, torna-se evidente que mudanças devem ser realizadas com urgência para alterar esse cenário no Brasil. Primeiramente, o Ministério da Educação deve capacitar educadores físicos, através de cursos extracurriculares, para que as atividades nas escolas sejam melhores conduzidas e tratadas como algo fulcral para a saúde do aluno, cabe também ao Ministério da Saúde promover camapnhas de conscientização aos riscos da obesidade, levando informação á população. Ademais, é preciso que as autoridades criem mecanismos que deem isenção fiscal ou benefícios econômicos para empresas que produzirem alimentos orgânicos e menos tóxicos com um preço acessível ao consumidor, pois dessa maneira, a alimentação saudável será estimulada na sociedade. Somente assim, a obesidade deixará de ser uma preocupação, assim como as doenças consequentes dela serão reduzidas.