Os efeitos da obesidade na saúde pública
Enviada em 22/07/2020
A medicina preventiva é o melhor medicamento contra a obesidade
Segundo uma pesquisa realizada pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabolismo, cerca de 48,5% da população brasileira apresenta índice de gordura acima da média considerada saudável. Este sobrepeso -indicado pelo cálculo de IMC (Índice de Massa Corpórea) -traz sérias consequências ao dia a dia destas pessoas, além de impactar gravemente na saúde destas.
A partir de 1945, com o fim da Segunda Guerra Mundial, o mundo vivenciou uma grande mudança nos hábitos de consumo e de comportamento. Estas transformações aceleraram o ritmo de vida das pessoas, que passaram a buscar por opções de refeições mais rápidas e fáceis, incentivando a criação de ‘fast-foods’ e a adoção de costumes alimentícios prejudiciais a saúde.
Consequentemente, esta população está sujeita à desenvolver diversas doenças e problemas de saúde, como hipertensão, doenças cardiovasculares, diabetes, entre outras condições que devem ser acompanhadas por especialistas da área da saúde. Contudo, o aumento de casos de obesidade, que leva a um aumento da ocorrência destas doenças, em conjunto com a falta de estruturação do sistema de saúde na prevenção e no tratamento destas, resulta em um desequilíbrio deste sistema. Uma vez que o número de indivíduos que necessitam destes cuidados supera a capacidade de fornecimento dos mesmos.
Portanto, cabe ao Estado, por meio do Ministério da Saúde, desenvolver campanhas públicas de conscientização sobre os malefícios destas práticas. Além de investir em métodos de prevenção da obesidade, como incentivo a uma alimentação saudável e a prática de atividades físicas nas escolas e comunidades. Visto que, como apresenta o Epidemiologista brasileiro Oswaldo Cruz, o melhor caminho para se combater uma doença é a medicina preventiva.