Os efeitos da obesidade na saúde pública
Enviada em 22/07/2020
O começo é o fim, o fim é o começo.
A influencia que a obesidade tem no sistema de saúde de uma determinada população vai além da própria doença. Filas de postos de saúde em todo o país estão repletas de hipertensos, diabéticos, pessoas com problemas de coluna, com câncer, etc. Esses problemas tem algo em comum: todos podem surgir como consequência da obesidade. Portanto a super lotação em hospitais e a demora no agendamento e realização de exames é consequência de uma questão muito maior.
Primeiramente é necessário compreender a origem do ponto em questão. Existe uma ligação intrínseca entre a adiposidade e a má introdução alimentar infantil. Por exemplo, segundo especialistas da área nutricional, é não é aconselhável que o açúcar seja adicionado ao cardápio infantil antes dos dois anos de idade para que seu paladar não vicie no sabor adocicado e passe a rejeitar outros sabores como os de legumes e verduras. Contudo, essa não é a realidade brasileira, onde os derivados de cana tem espaço garantido nas mesas. Assim, no decorrer da infância e adolescência, o indivíduo, já inserido no mundo das gostosuras, passa a consumir de forma irrestrita produtos ricos em glicose e gorduras trans, não priorizando alimentos com melhores valores nutricionais e levando essas práticas alimentares para a vida adulta. Acarreta-se assim o princípio de doenças como diabetes e a obesidade.
Concomitantemente a isso, surgem problemas psicológicos. Um ciclo infinito se inicia: uma pessoa que sofre de ansiedade come buscando evasão e sentimentos bons. Por conta disso, ganha peso. Ao engordar, ela fica ansiosa pela falta de auto estima e pelo medo de não se encaixar nos padrões sociais. Então, ela come mais e, assim o ciclo se repete. Como a frase que embasa a série Dark, produzida pela Netflix,“O começo é o fim. O fim é o começo.”.
Portanto, medidas precisam ser tomadas para resolver o impasse. É crucial que o Ministério de Saúde em parceria com ONGs crie grupos de apoio a pessoas que tem interesse em perder peso, tanto obesas quanto acima do peso, tendo acompanhamento de psicólogos e nutricionistas. Assim, tanto os problemas alimentares quanto os psicológicos receberiam atenção enquanto, em comunidade, os membros apoiam uns aos outros, dividindo experiências e avanços. A mídia teria papel importante na divulgação da existência de tais grupos. Dessa forma, a população seria tratada antes mesmo de atingir um estado crítico. Muitas doenças seriam prevenidas e assim, o sistema de saúde ficariam menos sobrecarregado, abrindo espaço para outros pacientes mais graves e emergentes.