Os efeitos da obesidade na saúde pública

Enviada em 20/07/2020

O Brasil é um dos únicos países que tem o atendimento público, conhecido como SUS (Sistema Único de Saúde), sendo ele, um sistema feito para todos terem acesso, mas as pessoas obesas encontram dificuldades de atendimento, pois os hospitais públicos não têm estrutura para recebê-los. Isso, já infringe o primeiro artigo da lei dos direitos humanos, onde todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos.

A obesidade é uma doença crônica, que atinge pessoas no mundo todo, sendo causada por hábitos de vida não saudáveis, como a má alimentação e sedentarismo, também ocorre devido a alterações hormonais, doenças crônicas, distúrbios psiquiátricos e pode ser herdada geneticamente. No entanto, a obesidade é tratada como uma só, mas um estudo feito por pesquisadores da Brown University, nos Estados Unidos, encontraram quatro subtipos distintos de obesidade.

Todavia, as consequências continuam as mesmas, como as cardiovasculares, diabetes tipo dois, hipertensão arterial, colesterol alterado, problemas ortopédicos, e até mesmo, a própria limitação articular e de movimentação para a realização de algumas atividades diárias. Além das consequências citadas, os padrões impostos pela sociedade em que vivemos, desencadeou diversos preconceitos e estereótipos, um exemplo, é a gordofobia, que caracteriza uma situação de discriminação com um indivíduo que se apresenta acima do peso, o que dificulta no cotidiano da pessoa obesa.

A descoberta dos pesquisadores faz com que a doença responda melhor a diferentes abordagens, podendo ser prevenida e tratada com mais eficácia. Entretanto, o foco deve ser a terapia, pois não adianta direcionar a pessoa obesa a fazer dietas ou exercícios, sendo que o que fez ganhar peso, ainda estará ali presente em seu psicológico. A pessoa irá entrar em contato com suas questões emocionais para que consiga encontrar recursos para lidar com o que lhe cause sofrimento e assim, tirar o foco do corpo e da comida. Depois, irá decidir o que vai lhe fazer bem, exercícios ou dieta, emagrecer ou não, cabe somente à pessoa. A sociedade e governo devem apoiar esta causa, criando programas de inclusão e melhorando a estrutura dos hospitais públicos, para que assim, todos possam ter acesso ao que já deveriam ter.