Os efeitos da obesidade na saúde pública

Enviada em 13/07/2020

Promulgada pela ONU, em 1948, a declaração universal dos direitos humanos garante a todos indivíduos o direito à saúde e ao bem estar social. No entanto, a presença da pandemia da obesidade reflete uma contradição referente ao aproveitamento de tais direitos, visto que caracteriza-se por ser um dos maiores desafios contemporâneos, o qual afeta a saúde de milhares de indivíduos. Acerca disso, torna-se pertinente a conclusão de que o sedentarismo e a industrialização são raízes do dilema.

A revolução industrial, processo que trouxe consigo o desenvolvimento de máquinas, possibilitou o aumento de alimentos industrializados, os quais sofrem uma escassez de aspectos nutricionais. Sob essa ótica, faz-se imprescindível reconhecer a industrialização como agente influenciador do impasse, visto que o consumo exacerbado de “fast food” contribui para a proliferação de doenças decorrentes da obesidade, fato que ocorre devido a predominância de substancias prejudiciais ao corpo humano encontradas em tais alimentos e que apresenta um grande perigo aos indivíduos, podendo acarretar em até mesmo fatalidade.

Segundo Steve Jobs, um dos criadores da “apple”, a tecnologia move o mundo. No entanto, convém lembrar que apesar dos inúmeros benefícios trazidos pela mesma, ela também aparece vinculada a diversas conjunturas atuais, incluindo o sedentarismo. Segundo uma pesquisa realizada pelo VIGITEL, a obesidade sofreu um aumento de 60% no Brasil. Nota-se, então, que a pandemia aumenta simultaneamente ao progresso tecnológico, e assim, torna-se possível a conclusão de que isso ocorre devido a preferência por aparelhos eletrônicos e formas de lazer virtual em detrimento a pratica de esportes e atividades ao ar livre, reforçando o sedentarismo, e consequentemente, a obesidade.

Infere-se, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem a redução da problemática. Dessa forma, para que haja reversão do impasse, os institutos educacionais devem ser responsáveis por reforçar a relevância da adoção de hábitos saudáveis, e isso pode ser feito pela abordagem da temática desde o ensino fundamental, a fim de conduzir os alunos a adotarem as atitudes necessárias desde cedo. Em consonância a isso, o ministério da saúde deve realizar a contratação de nutricionistas em postos de saúde, visando um consumo alimentar saudável pela população através de acompanhamento profissional. Com tais implementações, a contradição citada inicialmente pode ser revertida e uma sociedade integrada poderá ser alcançada.