Os efeitos da obesidade na saúde pública

Enviada em 21/07/2020

No século passado, o número de brasileiros desnutridos era superior ao de obesos, segundo dados coletados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Hoje, o país apresenta inversão desse quadro, em que a desnutrição está parcialmente combatida, enquanto o número de pessoas acima do peso tem aumentado a cada ano, caracterizando um problema para a União. Tal contratempo tem sua explicação na má alimentação da população, aliada ainda ao elevado percentual de sedentários.

É fato que obesidade no Brasil está ligada à alimentação pouco saudável do povo. De acordo com o nutrólogo Carlos Augusto Monteiro, a cada ano, o consumo de ultra processados aumenta significativamente. Esses são alimentos de baixo valor nutricional e altamente calóricos, englobando os famosos fast foods, os biscoitos recheados e outros, sendo diretamente responsáveis pelo grande percentual de pessoas acima do peso. Desse modo, fica evidente a necessidade de mudança nos hábitos alimentares dos brasileiros.

Ademais, o sedentarismo é outro fator que contribui para o aumento do número de obesos. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), metade dos brasileiros não fazem atividades físicas regulares. Esportes e exercícios aeróbicos são negligenciados desde as escolas, em que a matéria Educação Física é tratada com desprezo, até a vida adulta, em que a rotina não permite tais práticas. Ainda nesse viés, a OMS também alerta que essas atividades são as melhores formas de combater a obesidade, reforçando a importância do seu incentivo para lutar contra esse mal que tanto cresce desde o início do século.

Enfim, para conter o avanço dessa doença, é necessário que o Estado promova a importância de uma alimentação saudável, por meio de campanhas que atinjam todos os públicos, como palestras abertas que informem sobre os malefícios dos ultra processados, visando diminuir o número de obesos. Para mais, é preciso que a mídia divulgue a importância da realização de atividades físicas com frequência, tanto para adultos, quanto para crianças, pois o sedentarismo afeta todas as faixas etárias. Somente assim se resolverá essa problemática de saúde pública.