Os efeitos da obesidade na saúde pública
Enviada em 27/07/2020
A partir da Revolução Industrial ocorreu a ampliação do horário de trabalho e o crescimento populacional nos centros urbanos. Nesse contexto, essas alterações no cotidiano das pessoas acarretou o aumento do risco de obesidade nos indivíduos de todo o mundo. Esse cenário nefasto é fruto tanto da má alimentação, quanto da atividade física insuficiente. Diante disso, medidas atitudinais e estruturais são necessárias, a fim do pleno funcionamento da sociedade.
Precipuamente, é fulcral pontuar que, segundo o filosófo Zygmunt Bauman, o imediatismo desorganiza todas as esferas da vida social. Dessa forma, as refeições, como almoço e jantar, que antes eram um momento de confraternização familiar, deram palco a restaurantes “fastfood” e a produtos industrializados. Além disso, é pertinente ressaltar o cansaço gerado pela rotina pesada de trabalho e/ou estudo. Sendo assim, os indivíduos deixam de praticar esportes por falta de energia e, também, de interesse, pois preferem utilizar o tempo livre para jogar videogame ou mexer no celular.
Ademais, é notório que esse quadro gera consequências, como por exemplo a hipertensão, a diabetes, cardiopatia e até câncer. Tudo isso provoca gastos governamentais, não só com remédios distribuídos pela farmácia popular, como também com eventuais cirurgias no SUS. Segundo pesquisas da UNIFESP, os custos com a obesidade somam cerca de 5% das despesas totais do SUS. Dessa maneira, evidencia-se que ao reverter essa situação, montantes públicos seriam destinados à outras finalidades.
Portanto, para a conscientização da população brasileira a respeito do tema, urge que o Ministério da Saúde crie, por meio de verbas governamentais, campanhas publicitárias que esmiúcem os malefícios coletivos e individuais da obesidade. Outrossim, necessita-se que o Ministério da Educação promova incentivos às práticas físicas nas escolas, com o intuito de criar esse costume nos jovens. Somente assim, a pátria terá uma população saudável.