Os efeitos da obesidade na saúde pública

Enviada em 31/07/2020

A questão do excesso de peso e obesidade tornou-se, nos últimos anos, um dos maiores problemas de saúde pública do mundo. Apesar do aumento da incidência da doença e dos problemas relacionados, o excesso de peso ainda não é abordado de forma adequada. A avaliação do peso deve fazer parte da rotina de atendimento já na infância e as orientações para prevenção do ganho de peso e , quando necessário, perda de peso deve ser prioridade.

Hoje, com o aumento de peso da população, os países devem se preparar para atender a crescente demanda de doenças relacionadas. No Brasil, segundo a última pesquisa do IBGE, 40% dos adultos estão acima do peso e mais que 10% da população é obesa. As principais causas desse aumento de peso são o alto consumo de alimentos gordurosos e a falta de atividade física.

A medicina preventiva tem hoje papel fundamental para evitar as doenças relacionadas ao excesso de peso. Pessoas que têm propensão à obesidade devem adotar hábitos saudáveis como uma dieta equilibrada com menor consumo de alimentos gordurosos, exercícios físicos regulares e procurar um especialista. Perder de 5 a 10% do peso melhora os fatores de risco para doença cardiovascular, diminui a pressão arterial, as taxas de glicose e o colesterol, além de trazer outros benefícios para a saúde.

Por se tratar de uma condição complexa, os pacientes obesos requerem um atendimento multiprofissional que possa auxiliá-los em todas as dificuldades advindas de seu problema de saúde, para que esses possam ter confiança e buscar uma vida mais saudável.

Diante do exposto, compreende-se que a obesidade vem se tornando um problema de saúde pública e, portanto, são necessárias políticas e posicionamentos que visem soluções para o problema em todos os níveis de atenção, abrangendo as diversas faixas etárias e condições sociais.