Os efeitos da obesidade na saúde pública

Enviada em 10/08/2020

O filme norte americano Precious, retrata as dificuldades de uma jovem obesa, frente aos desafios de se viver de forma saudável em uma sociedade que não incentiva tal atitude. Assim como no longa, a obesidade é um problema que afeta a saúde pública de um país, pois o consumo de alimentos industrializados, aliado à falta de atividades físicas, faz com que os índices de doenças relacionadas ao sobrepeso disparem. Dessa forma, é essencial analisar essa situação prejudicial ao Brasil.

Em primeiro lugar, é necessário destacar que a falta de tempo livre gerada pelo trabalhismo - emprego consumindo muitas horas do dia-, em vigor desde à Revolução Industrial, induz a busca por alternativas rápidas de alimentação. Nessa perspectiva, os pratos ricos em carboidratos são os mais alcançados, como é o caso dos congelados, dos doces e dos fast foods, campeões no ganho de peso. Com isso, os resultados são males que acometem o corpo, uma vez que altas taxas de tecido adiposo -gorduras -atacam os sistemas humanos e, consequentemente, aumenta-se a busca pelo atendimento médico em centros de saúde e hospitais públicos. Trata-se, portanto, de uma consequência gerada por um estilo de vida falho.

Outrossim, deve-se destacar que o organismo em adipose possui fator genético ou está dessa forma devido à falta de prática de atividades físicas regulares. Essa realidade é o reflexo, além da falta de tempo, da ausência de infraestrutura viável aos esportes, que atenda à população - principalmente a parcela mais carente. Nesse contexto, percebe-se uma falha do Estado nas garantias de obtenção da saúde, previstas pela Constituição Cidadã de 1988. Afirma-se isso, pois a escassez desses locais apropriados à luta na perda de peso gera o conformismo no indivíduo, que sofrerá efeitos danosos ao seu corpo, como alterações significativas da pressão sanguínea, o que pode levar ao óbito. Esse cenário evidencia a obesidade como um fator influente em possíveis crises da saúde pública do Brasil.

Portanto, a fim de se melhorar esse quadro negativo, o Ministério da Saúde, em conjunto com as prefeituras, deve aumentar o número de ambientes que privilegiem a prática de atividades físicas. Tal ação pode ser feita com a construção de percursos de ciclismo, pistas de corrida, e academias públicas, detentoras de aparelhos de ginástica e musculação, além de bicicletas que possam ser alugadas por valores acessíveis. Além disso, esses ambientes devem ser administrados por profissionais da saúde, como educadores físicos e nutricionistas, para que, além de orientar, possam ministrar palestras cujo conteúdo aborde os métodos de se obter uma alimentação saudável. Dessa forma, pode-se solucionar o problema da obesidade e seus reflexos negativos na saúde pública brasileira.