Os efeitos da obesidade na saúde pública
Enviada em 19/08/2020
A partir de 2018, um movimento reconhecido como “Corpo Livre” ganhou força no Brasil. Os adeptos a esta corrente compartilham a ideia de autoaceitação e amor a todo corpo, sendo magro ou gordo. Apesar do grupo possuir pensamentos que trazem benefícios para a autoimagem e autoestima, contudo, os efeitos da obesidade trazem malefícios devido ao descomedimento ao Sistema Único de Saúde (SUS) e a romantização do corpo obeso.
Em primeiro lugar, a saúde pública no Brasil está há anos tentando de maneira fracassada atender a demanda populacional. No mesmo ano em que o movimento “Corpo Livre” surgiu, os hospitais públicos perderam 40 mil leitos, segundo a Confederação Nacional de Municípios (CNM). Não apenas, o Ministério da Saúde indicou um aumento de 67,8% de pessoas obesas. Ao passo que os casos de obesidade aumentam, os números de atendimento médico crescem ainda mais, pois esta, é uma patologia que favorece o surgimento de outras doenças.
Ademais, além de um sistema de saúde afetado pela sobrecarga, há a disseminação de um pensamento equivocado, no qual, o corpo obeso poderia ser saudável. Entretanto, o consumo excessivo de alimentos açucarados e gordurosos causa, além do acúmulo de gordura em células adipócitas, a aterosclerose, uma doença que forma placas de lípidios em vasos sanguíneos. Portanto, esta doença causa complicações como o infarto, o que leva, possivelmente, a morte.
Em síntese, com o objetivo de minimizar as consequências da obesidade na saúde pública, o Ministério da Saúde em parceria com o da Educação deve criar campanhas educaticas, onde serão oferecidas palestras a respeito dos riscos à saúde que a obesidade pode acarretar. Dessa forma, será desconstruída a ideia de que o corpo obeso pode ser saudável. Outrossim, as Secretarias de Saúde deverão, por meio de cursos de capacitação gratuitos, incentivar profissionais da saúde a visarem a precaução de doenças e a ensinar hábitos saudáveis aos pacientes para que diminua o número de atendimentos. Feito assim, a obesidade deixará de ser um desafio para a saúde pública.