Os efeitos da obesidade na saúde pública
Enviada em 14/11/2020
Desde os processos denominados revoluções industriais e a ascensão do capitalismo, o mundo vem demasiadamente priorizando produtos e mercado em detrimentos de valores humanos essenciais, como os cuidados com o corpo. Com efeito, essas operações influenciaram na inserção problemática da obesidade na vida de inúmeras pessoas, afetando consequentemente, a saúde pública. Sendo assim, evidencia-se a necessidade de promover melhorias no que tange à questão do problema, que persiste sendo influenciado pela buscar de prazeres instantâneos, tendo como um de seus efeitos o desenvolvimento de doenças.
Em primeiro plano, evidencia-se que a procura de satisfações momentâneas na alimentação incorreta é um grande responsável pela complexidade do problema. Sendo assim, o hedonismo, filosofia grega, afirma que o prazer é o bem supremo da vida humana. Nessa perspectiva, a busca por prazeres subitâneos é justificada com o sentido de vida moral, uma vez que dados do Ministério da Saúde apontam que, em 2017, 55% dos jovens que passaram pelo SUS não se alimentavam bem, consumindo mais produtos industrializados. Nesse sentindo, tal pesquisa mostra que os brasileiros tem priorizado alimentos fabris se satisfazendo momentaneamente, contribuindo assim, para o desenvolvimento da obesidade no país.
Outro ponto relevante, nessa temática, — sendo uma consequência do problema, — é o aumento do índice de doenças desencadeadas nas pessoas obesas. Dessa forma, segundo pesquisa do Centro de Controle e Prevenção de Doenças de Atlanta, aproximadamente 168 mil mortes por ano no Brasil são atribuíveis ao excesso de peso e obesidade, sendo que a redução do índice de massa corporal poderia evitar as principais doenças crônicas. Assim, é nítido que tais enfermidades provocadas pelo sobrepujamento de peso, possuem influência direta na saúde pública, colocando em risco o bem-estar e consequentemente, a vida desses indivíduos.
Portanto, é nítido que os efeitos da obesidade na saúde pública é perigosa e precisa de uma resolução definida, uma vez que é intensificada pela busca por prazeres instantâneos e tem como uma de suas consequências o desenvolvimento de doenças. Logo, é necessário que o Ministério da Saúde em parceria com o poder midiático desenvolva projetos informacionais, — como palestras, campanhas, e eventos públicos, — que incentive o cidadão a priorizar uma alimentação saudável e cuidar de seu corpo, informando os perigos da obesidade em sua vida. Ademais, é importante que essas ações sejam expostas nas redes sociais desse órgão e nos comerciais televisivos, com o objetivo de trazer mais lucidez sobre os males da doença e oferecer ajuda para aderir hábitos mais saudáveis.