Os efeitos da obesidade na saúde pública

Enviada em 17/09/2020

De acordo com o Ministério da Saúde, 40% dos brasileiros estão acima do peso e mais de 10% da população é obesa no Brasil. Este dado alarmante, infelizmente, está sendo atenuado pelo consumo de fast food e estilo de vida sedentário. Nesse sentido, indubitavelmente, tal conjuntura advém da inoperância estatal em estimular um modo de vida saudável, além do marketing das indústrias de alimentos em promover  a consumação de comestíveis ultraprocessados. Portanto, urge que medidas sejam tomadas a fim de sanar este imbróglio na sociedade.

A princípio, destaca-se o descaso do Estado como agravante desse problema. Sob esse viés, segundo uma matéria publicada pelo site G1, cerca de 38% das cidades não disponibilizam de espaços especificos para prática de exercicios físicos. Nestas perspectivas, nota-se, o desleixo governamental em planejar locais que incentivem as pessoas a ter hábitos saudáveis, precipuamente em localizações marginalizadas, sendo um cenário que propicia os habitantes a não ter o costume de se exercitar, corroborando para o ganho de peso e problemas de saúde.

Outrossim, as empresas do ramo alimentício têm demonstrado um alto poder de persuasão em seu público, o que contribui para o anseio de se consumir comidas inapropriadas ao bem estar do indivíduo a longo prazo. Diante disso, em 2011, o site Exame publicou em uma pesquisa  que 79% dos  pais consideram as propagandas de fast food impróprias. Dessa maneira, conclui-se que a publicidade desacerbada, que cativam os infantos a comprar produtos em troca de brindes e promoções, tem auxiliado para que se tenha a ascensão da obesidade infantil na contemporaneidade. Como demonstra no ultimo levantamento publicado pela Fundação Oswaldo Cruz, no qual, cerca de 15% das crianças e 8% dos adolescentes sofrem de problemas de obesidade, e oito em cada dez adolescentes continuam obesos na fase adulta.

Diante dos argumentos supracitados, algo precisa ser feito com urgência para amenizar a questão. Sendo assim, é necessário que o Ministério do Esporte em parceria com o SESC - Serviço Social do Comércio, por meio de verbas da União, em viabilizar campanhas para prática de lazer, principalmente em lugares periféricos, além de  acompanhamento com educadores físicos e nutricionistas. Sobretudo, cabe ao Ministério da Saúde em conjunto com as instituições escolares, em instruir os infantes sobre o malefícios da ingestão regular de alimentos ultraprocessados, e em como a mídia pode influenciá-los ao consumo imoderado. Feito isso, espera-se uma conscientização dos cidadãos a fim de torná-los mais críticos quanto à obesidade.