Os efeitos da obesidade na saúde pública

Enviada em 17/09/2020

Na animação “Wall-e “, lançada em 2008, é retratado um futuro distópico onde a população humana é altamente evoluída tecnologicamente que, que com o tempo, tornam-se obesos e completamente sedentários. Fora da ficção, o Brasil hodierno passa por uma conjuntura envolvendo a questão da obesidade, fato que se deve a má educação alimentar advinda desde a infância e ao distanciamento dos cuidados com saúde. Logo, é fundamental análisar ambos os problemas a fim de que se possa contorná-los.

Em primeiro lugar, é indubitável que os péssimos costumes alimentares, provenientes desde a infância, colaboram para as sequelas que a obesidade traz consigo. Nesse sentido, de acordo com a teoria Durkheniana do fato social, os hábitos alimentares e a busca pelo mínimo esforço nas ações cotidianas são transmitidos socialmente aos indivíduos e moldam seu comportamento. Dessa forma, é notável que muitas crianças são precocemente acostumadas a comerem os famosos " fast-food “, substituindo uma alimentação saudável pelos petiscos do " McDonald’s " e “Burger King “, a título de exemplo. Em efeito disso, futuramente, haverá a obtenção de diversas doenças adquiridas mediante a obesidade, como hipertensão e a diabetes. Desse modo, é imprescindível uma mudança de comportamento da população para alterar esse cenário.

Outrossim, é válido destacar que o descuido com a saúde, seja por meio do distanciamento de exercícios físicos, seja por meio da alimentação irregular, estimula a obesidade. Com o advento da consolidação do capitalismo no século XVIII e da ampliação das jogadas de trabalho, o indivíduo vem se distanciando dos cuidados com o corpo, visto que a modernidade alterou os padrões de vida do ser humano, criando uma relação entre este e a produção do capital, de tal maneira que ele ficou dependente e sem tempo para se cuidar. À vista disso, tal fato tem contribuído negativamente para o crescente índice de cidadãos obesos, comprometendo, dessa maneira, a saúde e as relações interpessoais destes, como as de trabalho e as de lazer. Assim, é imprescindível prevenir essa problemática, tendo em vista uma nação mais saudável.

Portanto, cabe ao Ministério da Educação,em parceria com as ONGS, promover palestras e campanhas socioeducativas que instiguem as crianças e as famílias a adotarem uma boa educação alimentar, por intermédio das escolas, com o propósito de prevenir uma futura obesidade e as suas consequências. Ademais, o Ministério da Saúde, em conjunto com o Ministério do Esporte, assegurar o acesso facilitado às atividades físicas, por meio dos centros  esportivos, com o fito de estimular os indivíduos a buscarem-nas. Desta forma, a obesidade será prevenida e os indivíduos viverão saudáveis.