Os efeitos da obesidade na saúde pública

Enviada em 20/10/2020

Com a Terceira Revolução Industrial, intensificou-se a produção e consumo em larga escala de alimentos ultraprocessados, que em exagero são prejudiciais para a saúde, pois ocasionam doenças crônicas, como o diabetes, hipertensão, e principalmente, a obesidade. Desse modo, é perceptível que a obesidade é um problema de saúde pública, visto que a população se alimenta mal e há um alto índice de sedentarismo. Diante disso, analisar o contexto atual é fundamental para que medidas apenas sintomáticas sejam evitadas.

Em primeira análise, é notório que a obesidade no Brasil está ligada com a má alimentação. De acordo com um estudo publicado na revista The Lancet, uma dieta alimentar ruim é responsável por mais mortes do que qualquer outro fator de risco na saúde. Dessa forma, alimentos com poucos nutrientes e altamente calóricos estão diretamente relacionados com a obesidade. Outrossim, destinar pouco tempo para cozinhar alimentos naturais agrava esse cenário, pois abre espaço para o consumo de “fast-foods” e produtos industrializados, por serem mais rápidos e práticos no dia a dia.

Em segunda análise, o sedentarismo é outro fator que potencializa o número de obesos. Segundo a Organização Mundial da Sáude (OMS), metade dos brasileiros não fazem atividades físicas regularmente. Dessa maneira, essa prática ausente na rotina da maioria das pessoas, faz com que várias doenças apareçam, o que afeta a saúde física e mental, por afetar também a autoestima. Assim, é evidente a necessidade de mudar os hábitos alimentares e aumentar práticas de exercício físico.

Portanto, medidas devem ser tomadas para resolver o impasse. Para tanto, cabe ao Ministério da Educação em parceria com as escolas incentivar a reeducação alimentar, por meio de aulas e palestras que ensinem os alunos desde crianças a comerem alimentos mais saudáveis, como frutas, verduras e legumes, a fim de diminuir a obesidade. Feito isso, a sociedade poderá caminhar rumo à uma vida mais saudável.