Os efeitos da obesidade na saúde pública

Enviada em 13/10/2020

A Revolução Técnico-Científico-Informacional ocasionou grandes avanços para a humanidade, e, dentre eles, a mecanização da indústria alimentícia, na adaptação à rapidez de um mundo globalizado. Como consequência, a modernidade acaba por acarretar uma geração marcada por um estilo de vida pouco saudável, provido de alimentação irregular e sedentarismo, elevando os índices de obesidade. Desse modo, cabe analisar as raízes dessa conjuntura, bem como suas consequências para com a sociedade.

A princípio, é necessário entender as causas dessa mudança de saúde. O estilo de vida moderno faz com que o cotidiano seja acelerado, de modo que as pessoas busquem as formas mais fáceis e práticas de satisfazer suas necessidades, como adquirir ultra processados e produtos industrializados. Dessa maneira, ao encontro da teoria do sociólogo Zygmunt Bauman, os tempos são líquidos e mudam rapidamente, fazendo com que a alimentação e a prática de exercícios físicos sejam negligenciadas. Sendo assim, a soma desses fatores com o uso de conservantes alimentícios e o “fast food” origina indivíduos sedentários, com sobrepeso e obesos.

Por conseguinte, devem ser pontuados os impactos desse estilo para com seus detentores. Em seu livro “O Poder do Hábito”, Charles Duhigg enuncia acerca da dificuldade da mudança de hábitos, apresentando a transição para uma vida saudável como uma das mais complexas. Como resultado desse impasse, segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde, a obesidade atinge quase 20% da população brasileira. Desse modo, o indivíduo obeso, ao estar fora de forma e com altos índices de gordura, é mais propício a desenvolver doenças cardíacas, debilitações e consequências mais graves, como a morte.

Destarte, é notório que o panorama atual configura um problema de saúde pública, requerendo imediata solução. Portanto, cabe ao governo federal utilizar da parceria entre os Ministérios da Educação, Saúde e Cidadania, como ferramenta para a promoção de mudanças. Devem ser criados projetos educacionais em escolas e ambientes públicos, de modo a atingir a população em sua totalidade. Esses projetos promoverão, por meio de apoio e profissionais especializados, a conscientização e informatização coletiva acerca de práticas e hábitos saudáveis. Dessa maneira, o contexto apontado por Charles Duhigg deixará de ser um desafio no Brasil.