Os efeitos da obesidade na saúde pública
Enviada em 04/11/2020
Com base na história milenar do homem, é depreendido a importância do acúmulo de gordura e aumento no peso como sinais de vitalidade e sobrevivência. Contudo, no viés contemporâneo , a obesidade configura-se enquanto uma grande ameaça à saúde pública, uma vez que a inobservância do poder político associado à aculturação indireta alimentar são agentes que afetam diretamente a qualidade de vida dos brasileiros. Logo, é licito afirmar que esse impasse pode ser significativamente minimizado, desde que aja atuação efetiva.
Nessa perspectiva, é válido ressaltar a relevância do Estado tanto na prevenção, quanto no combate do sobrepeso, tendo em vista que segundo a OMS – Organização Mundial da Saúde – a obesidade é uma epidemia mundial. Sob à ótica legislativa, apesar do artigo 196 da Constituição de 1988 ratificar a saúde como direito de todos, a realidade diverge disso. Desse forma, é imprescindível que a esfera estatal direcione sua atenção para esse empecilho, posto que essa patologia não é algo apenas estético, mas responsável pela incidência de outras doenças respiratórias ou cardiovasculares.
Outrossim, é irrefutável que a indústria de “fast food” se consolidou em escala global, na qual se oferta cada vez mais alimentos padronizados e de alto teor calórico. Quanto a esse fato, é inevitável pontuar a mídia, que consoante a Pierre Bourdieu – sociólogo francês – é uma estrutura responsável por moldar e influenciar algumas condutas humanas, sendo monopolizada pela classe dominante visando obter controle e capital. Isto posto, um óbice, como a adiposidade, que era predominantemente de países desenvolvidos atinge o Brasil , quanto país emergente e por conseguinte uma grande parcela da população adere hábitos prejudiciais , necessitando de uma reeducação.
Portanto, é de suma importância encontrar mecanismos que atenuem essa problemática que assola o corpo social brasileiro. Para que isso ocorra o Ministério da Saúde – como órgão encarregado pela proteção e recuperação da saúde dos cidadãos – deve fornecer uma constante assistência a pessoas com essa enfermidade, por meio da instauração da medicina preventiva em postos de saúde, sobretudo em zonas periféricas. Com o intuito de promover um acompanhamento regular e levar mais informações sobre os efeitos da má alimentação e os riscos ao bem-estar, para assim se livrar desse obstáculo.