Os efeitos da obesidade na saúde pública
Enviada em 07/11/2020
A animação Wall-E, da Disney, traz uma perspectiva futurística na qual demonstra humanos que, por conta do sedentarismo, ficaram obesos e necessitam de máquinas para se locomover. De forma análoga, pode-se dizer que, no Brasil, a negligência com a saúde do corpo traz como consequência problemas de sobrepeso.
A princípio, cabe destacar a falta de hábitos saudáveis da população. Segundo dados de 2009 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apenas 10% dos brasileiros consomem a quantidade recomendada de frutas e legumes. Nessa perspectiva, em uma sociedade capitalista na qual o trabalho e a obtenção de lucro são priorizados, as práticas de autocuidado são deixadas de lado. Com isso, para otimizar o tempo da classe trabalhadora, produtos como fast food e alimentos enlatados ganham destaque no mercado. Dessa forma, enquanto não houver uma consciência da importância de uma alimentação saudável, a situação se agravará.
Como consequência, problemas como obesidade surgem como reflexo desse comportamento. De acordo com o médico Lair Ribeiro, “quem não tem tempo para cuidar da saúde, terá que arrumar tempo para cuidar da doença”, ou seja, em algum momento as consequências de uma má alimentação chegarão. Nesse âmbito, além da obesidade causada pela alta ingestão calórica, doenças como diabetes e hipertensão podem acompanhar o processo, o que sobrecarrega o sistema de saúde do país. Assim, é possível ver que toda ação gera uma consequência.
Desse modo, é evidente que uma alimentação irregular causa impactos na população brasileira. Sendo assim, para mudar a atual conjuntura, é necessário que o Ministério da Educação inclua no currículo escolar a educação alimentar, por meio de aulas semanais com nutricionistas e profissionais qualificados que instruam como obter uma alimentação saudável e sua importância. Assim, a fim de frear o problema da obesidade no país, espera-se que distopias como Wall-E não saiam da ficção.