Os efeitos da obesidade na saúde pública

Enviada em 18/12/2020

A Constituição Federal de 1988 - fruto da luta dos trabalhadores contra um regime ditatorial; e, por isso mesmo, conhecida como Constituição Cidadã— assegura o direito a saúde para todos os brasileiros. Entretanto, percebe-se que a legislação não vem sendo cumprida, uma vez que a obesidade e seus imensuráveis ​​efeitos demonstram a falta de nutricionistas para auxiliar na saúde da população. Sendo assim, é necessário que o povo reivindique seus direitos, de forma a efetivá-los. Diante disso, dois fatores tornam-se relevantes para se compreender a problemática: primeiramente, a necessidade de investimentos na área nutricional do Sistema Único de Saúde; e, também, conscientizar a população sobre os malefícios da obesidade.

Primordialmente, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, em 2018, o Brasil se encontrava com cerca de 209 milhões de habitantes, à vista disso, fica nítido que a maioria da população usufrui do SUS. No entanto, os postos e hospitais públicos não fornecem atendimento de nutricionistas, assim, as pessoas pré-obesas e obesas não são tratadas corretamente e o problema se agrava. Para tanto o Estado deve melhorar o sistema e evitar as consequências da obesidade, como pressão alta e doenças cardíacas.

Outrossim, o filósofo Sêneca citou, “É parte da cura o desejo de ser curado”. Dessarte, nota-se que a nação brasileira, a qual compartilha entre si o desejo de ser curada, não conhece nem é alertada sobre os perigos da adiposidade. Por exemplo, os “Fast-foods” são lanches consumidos por todo o país, mas os malefícios dos alimentos - câncer, hipertensão e diabetes— são escondidos pelas empresas fabricantes. Ademais, os cidadãos carecem de conhecimentos sobre os efeitos da obesidade e quais os meios para se cuidar, portanto, aprender e ser conscientizado sobre o assunto é imprescindível.

Logo, são de extrema importância medidas precisas e detalhadas para se solucionar ou empasse. Inicialmente, cabe ao governo federal, com o auxílio de empresas do terceiro setor, destinar verbas para a contratação de nutrólogos e nutricionistas nos postos e hospitais do SUS, finalmente, seria possível abranger todos os cidadãos com risco de obesidade e impedir a propagação da doença. Da mesma maneira, o Ministério da Educação deve realizar campanhas e palestras ensinando os malefícios da doença, tal ação, realizada com o apoio de Organizações Não Governamentais. Enfim, os efeitos da obesidade na saúde pública seriam amenizados, bem como a Constituição de 1988 seria realmente efetivada.