Os efeitos da obesidade na saúde pública

Enviada em 01/12/2020

Durante o filme “Wall-e”, é retratado o cotidiano de obesos sedentários, que já não conseguem se mover sem auxílio de equipamentos. De modo similar, a população brasileira teve um crescimento nas estatísticas, em relação ao número de pessoas com problemas de saúde relacionados ao peso. Logo, cabe avaliar o cenário para minimizar tais mazelas.

Em primeiro plano, é axiomático ressaltar que a obesidade pode causar disfunções em todo o indivíduo. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), “a saúde engloba o bem estar físico, mental e social”, e portanto não pode se restringir apenas à aparência. Assim como defendido por Platão, “o importante não é viver, mas viver bem”, e logo entende-se que a qualidade de vida é o principal fator que deve ser levado em consideração.

Outrossim, cabe também conferir os serviços e suporte oferecidos à nação acerca do problema. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o sobrepeso mais que dobrou nos últimos anos na população com mais de 20 anos. É certo que, no Brasil a promoção, proteção e recuperação da saúde é garantida pelo Estado, mas há a necessidade da conscientização acerca da procura por ajuda e as consequências de sua negligência.

Infere-se, portanto, que há entraves para amenizar o problema. Logo, faz-se necessário que o Ministério da Saúde, em parceria com a mídia televisiva, convidem palestrantes das diversas áreas da saúde para alertar sobre os problemas relacionados ao sobrepeso, nos mais diversos campos da medicina. Ademais, a proposta deve ser em horário nobre para que tenha um bom alcance, e os profissionais devem relatar sobre como o tratamento deve ser interdisciplinar, de forma a contemplar o físico e mental, além da importância da participação e apoio familiar. À vista disso, o Brasil contará com uma população mais consciente acerca de como corpo e mente devem ser trabalhados juntos, e também com a redução de pessoas com problemas de sobrepeso.