Os efeitos da obesidade na saúde pública

Enviada em 29/11/2020

No filmes Wall-e, os personagens são demonstrados acima do peso ideal, o que os prejudica na mobilidade e em diversas atividades cotidianas.Analogamente, no Brasil, a população,de modo geral, seja pela negligência estatal com o estímulo à pratica de atividades físicas,seja com a educação alimentar lacunar desde a infância,está obesa. Isso traz efeitos à saúde pública, como gastos contínuos com as consequências da obesidade.Portanto, é necessário um debate entre Estado e sociedade, a fim de que os impasses existentes para a promoção de uma população saudável sejam sanados.

A priori,pode-se destacar a ideia do filósofo Sêneca sobre a educação ser importante por influir sobre toda a vida,baseado na conjuntura de que a precária educação alimentar nas escolas contribui para a proliferação da obesidade entre as famílias.Dessarte, crianças e adolescentes, que poderiam crescer com apreço por uma dieta equilibrada, optam por,muitas vezes, manterem a alimentação pouco saudável ofertada pelos pais.Nesse sentido, assim como a escritora Françoise Héritier ressalta, a indiferença e a resignação, em tal caso, com o ensino, proliferam o mal, isto é, a obesidade.Por consequência, hipertensão, diabetes e dificuldades de locomoção são difundidas, o que infla o sistema de saúde, já que, segundo a Constituição Federal, é da responsabilidade do governo oferecer tratamentos contínuos a essas doenças crônicas.

A posteriori, convém ressaltar a ideia de Albert Einstein acerca de que o mundo não será destruído pelo mal,mas por quem o olha e não faz nada, visto que a negligência estatal com o estímulo a prática de atividades físicas é um agravante para a obesidade no país. Dessa forma,os espaços públicos destinados às práticas esportivas - como quadras, academias em praças e ciclovias - são sucateados.Nesse contexto, o ditado popular sobre ser melhor prevenir a remediar não se faz real, à medida que, devido ao sedentarismo, as famílias acumulam gorduras e, assim, desenvolvem doenças, como as cardiovasculares.Por conseguinte, novamente, o sistema de saúde público é sobrecarregado diante da demanda por exames e tratamentos relacionados as doenças crônicas.

Diante disso, é evidente o descompasso entre Estado e sociedade na resolução dos impasses existentes.Logo, cabe, respectivamente, ao MEC, órgão responsável pela educação, a introdução,na Base Nacional Comum Curricular,de aulas de culinária no Ensino Fundamental II, mediante o auxílio de nutricionistas, a fim de que a educação alimentar seja promovida no país; e aos prefeitos, a reforma de espaços públicos esportivos, com o objetivo de melhor estruturar a prática esportiva nas cidades e, assim, estimular a população a abdicar do hábito sedentário. Com isso, o Brasil promoverá uma saúde pública livre das consequências da obesidade.