Os efeitos da obesidade na saúde pública
Enviada em 13/01/2021
A partir da Revolução Industrial, ocorreu o aumento progressivo no risco de obesidade nos indivíduos. Os alimentos ultraprocessados passaram a ser fabricados em larga escala e consumidos por grande parte da população mundial. Nesse contexto, é possível destacar à falta de disciplina alimentar e o sedentarismo como os maiores indícios da problemática.
Em primeiro plano, nota-se que a obesidade está relacionada ao mau hábito alimentar. Segundo dados da Tabela Brasileira de Composição de Alimentos, cerca de 20% das calorias consumidas são provenientes de alimentos ultraprocessados, os quais, maioritariamente, possuem grande quantidade de sódio, açúcares e gorduras, assim como baixo valor nutricional, acarretando no excesso de peso. Além do mais, esses alimentos tem como base a gordura hidrogenada, responsável pela produção do colesterol LDL, que em excesso, é prejudicial ao organismo, elevando o risco de doenças cardiovasculares, como o infarto e AVC. Nesse seguimento, torna-se necessário incentivos a alimentação de qualidade.
Ademais, outro ponto de relevância diz respeito à escassez de atividades físicas por parte dos indivíduos. De acordo com estudos da OMS (Organização Mundial de Saúde), 47% da população brasileira não pratica atividade física suficiente para se manter saudável. Destarte, eleva-se significativamente o risco para o desenvolvimento de doenças crônicas, como exemplo, a hipertensão, diabetes e câncer. Além disso, as dificuldades de aceitação corporal sofrida por muitos desses casos, leva ao desenvolvimento de doenças psicológicas, como a depressão e ansiedade. Logo, é preciso que o corpo social adote uma rotina de exercícios físicos, acompanhados por profissionais da saúde.
Diante dos fatos supracitados, torna-se evidente a necessidade de medidas capazes de reduzir os casos de adiposes. Para isso, cabe ao Ministério da Educação, em parceria com as Secretárias municipais de Saúde, promover palestras e campanhas educativas em todas as instituiçoes do país. Essa medida seria realizada por meio de profissionais da saúde - tais como médicos, nutricionistas e fsioterapeutas -, a fim de informar a respeito sobre obesidade, enfatizando a importância de praticar exercícios físicos regularmente e de manter uma boa alimentação, baseada em alimentos naturalmente nutritivos, como verduras, legumes e frutas. Outrossim, cabe ao Governo do Estado investir na criação e restruturação de centros esportivos, com o objetivo de estimular pessoas a procurarem tais ações. Dessa maneira, é possível proporcionar maior qualidade de vida à população.