Os efeitos da obesidade na saúde pública
Enviada em 05/01/2021
“Nunca perca a fé na humanidade, pois ela é como um oceano, só porque existem algumas gotas de água suja nele, não quer dizer que ele esteja sujo por completo”, disse Mahatma Gandhi. Associando esse pensamento a um contexto de saúde pública, o aumento da obesidade entre os brasileiros funciona como gotas de sujeira poluidoras. Nesse prisma, fatores como a falta de incentivo e o avanço de tecnologias impedem a limpeza do grande oceano chamado sociedade.
Em primeira análise, a carência de um incentivo e uma educação alimentar mostra-se como um dos desafios para a resolução do problema. Nesse sentido, o filósofo Schopenhauer argumenta que os limites do campo de visão de uma pessoa determinam o seu entendimento a respeito do mundo. Isso justifica outra causa do problema: se os indivíduos não possuem informações sérias sobre a obesidade - os seus malefícios, como evitar, como superar -, sua visão será limitada, o que aumenta os prejuízos da qualidade de vida do coletivo. Por isso, se não for realizado um sistema de ensino que mostre uma correta utilização da alimentação, o corpo social sofrerá com doenças decorrentes do mau hábito alimentar, por exemplo a diabetes, assim como a proliferação das gotas de sujeira poluidoras.
Em segunda análise, o constante avanço das tecnologias apresenta-se como outro fator que dificulta a resolução da problemática. Nesse viés, o crescente número de “fast-foods“ (Mcdonald’s) , serviços de streaming (Netflix) e entregas (“delivery”) trazem rapidez, facilidade e comodidade para os seres do coletivo que não precisam mais sair de cassa para se alimentar ou se divertir. Nessa realidade, a consequência será o aumento do sedentarismo e, propositalmente, a obesidade que, de acordo com a revista “O Globo”, em 2016, a população da América Latina era mais de 60% sobrepeso. Essa mentalidade de velocidade e praticidade do mundo moderno surge pela falta de atenção por parte do governo que não influencia as pessoas com atividades recreativas, como por exemplo, corridas esportivas. Com isso, o avanço tecnológico deve proporcionar o lazer de forma saudável, o que não acontece no Brasil e que deve ser mudado com a união de forças entre o corpo político e social para uma melhor qualidade de vida.
Portanto, medidas são necessárias para diminuir a incidência de obesidade no País. Por conseguinte, cabe à Escola promover palestras sobre educação alimentar, com o “slogan”: “ A saúde alimentar é a educação”. Esse projeto pode ser feito por meio de um diálogo entre o público presente e o especialista sobre ensinar hábitos alimentares saudáveis, como comer mais vegetais e menos açúcares e gorduras, a fim de prevenir a obesidade, resultando na melhora da qualidade de vida com a plantação de sementes de ideias que germinarão em teorias de saúde pública.