Os efeitos da obesidade na saúde pública
Enviada em 29/12/2020
Na animação “Wall-E”, da Pixar, há uma realidade distópica, na qual os homens são obesos, produtos do sedentarismo. No que tange ao filme, nota-se que brasileiros estão próximos das condições das personagens, já que os hábitos atuais estão se assemelham aos comportamentos nada saudáveis apresentados no enredo, a exemplo da alimentação desbalanceada e do uso constante das tecnologias. Assim, com o aumento da obesidade, é desenvolvida uma maior taxa de indivíduos com problemas de saúde, bem como uma alta percentagem de preconceitos ligados ao padrão físico.
A princípio, deve-se analisar a qualidade de vida dos brasileiros, a qual é afetada negativamente pelas informações da mídia e pela falta de preocupação governamental. Acerca disso, produto do meio técnico-científico-informacional, termo do geógrafo Milton Santos, a difusão de conteúdos de consumo excessivo de alimentos industrializados recebe grande atenção e estimula a manutenção de hábitos alimentares danosos, representados no documentário “Fed Up”, obra que relaciona a obesidade com a ascensão das “junk foodies”. Além disso, a sociedade opta pelas tecnologias em detrimento da atividade externa, aumentando o sedentarismo. Nesse viés, sem projetos efetivos do governo, que estimulem uma vida saudável, haverá uma constância nos gastos com a saúde, uma vez que a obesidade é precursora de diversas enfermidades, como o infarto e a diabetes.
Outrossim, a obesidade é alvo de crítica desde as primeiras organizações humanas. Nesse contexto, na Grécia havia o culto ao corpo perfeito, magro, branco e forte, usado como inspiração para importantes obras da antiguidade. Essa situação ocorreu na Idade Moderna, com o Renascimento, e ainda persiste na atualidade, na qual a exigência de se possuir um físico forte e magro é excessivamente imposta pela sociedade e pelas redes. Visto isso, a pressão social para que todos se encaixem no padrão é responsável pelo surgimento de inúmeros distúrbios mentais, como a depressão, a anorexia, a bulimia e a ansiedade, que prejudicam enormemente a qualidade de vida do país. Destarte, os efeitos da obesidade são diversos e, normalmente, irreversíveis, logo há a necessidade de uma intervenção do governo e de uma mudança drástica de hábitos. Primeiramente, o Estado deve reservar recursos para a produção de programas que estimulem uma vida saudável. Esses projetos podem envolver a construção e promoção pelas mídias de áreas externas de qualidade, como parques, ou a parceria com escolas, nas quais haverá palestras de profissionais de saúde acerca da obesidade e seus efeitos, bem como discussões sobre o respeito às diversidades, possibilitando uma diminuição das taxas de preconceitos relacionados ao corpo. Desse modo, a população informada poderá optar por hábitos mais saudáveis, diminuindo gastos com doenças evitáveis.