Os efeitos da obesidade na saúde pública
Enviada em 30/12/2020
A obesidade é caracterizada pelo acúmulo de gordura corporal e pode acarretar graves problemas de saúde, podendo levar, até mesmo, a morte. Nesse sentido, o combate a obesidade ganhou extrema importância, visto que, segundo dados do IBGE, cerca de 30 milhões de brasileiros são considerados obesos e mais de 70 milhões estão acima do peso ideal. Dentre tantos fatores relevantes, destacam-se: os hábitos alimentares da sociedade pós-moderna e a industrialização da produção de alimentos.
Em primeiro plano, os efeitos da obesidade na sociedade contemporânea são tão amplos devido a predomínio de hábitos alimentares prejudiciais originados com a pós-modernidade. Nesse contexto, o sociólogo Zygmunt Bauman em sua obra “Modernidade Líquida” uma sociedade pós-moderna marcada pela velocidade das transformações sociais. Entende-se que, uma população não consegue se adaptar corretamente ao fluxo rápido e contínuo de mudanças sociais, o que levou à popularização da cultura de “fast-food” - caracterizada por gêneros alimentícios extremamente calóricos e com alto teor de carboidratos - a qual contribuiu para o aumento do índice de sobrepeso e obesidade.
Por outro lado, a industrialização da produção de gêneros alimentícios contribuiu para o aumento do consumo de calorias na maior parte do mundo. Dessa forma, no ano de 1960, com o advento da revolução verde, a disseminação de novas práticas agrícolas - como o uso do adubo, dos gêneros transgênicos de sementes e dos maquinários na lavoura - possibilitou elevar consideravelmente a produção de alimentos. Nesse contexto, uma lei de oferta e demanda diz que quanto maior a abundância de certo produto, menor será seu preço no mercado. Entende-se que, houve redução no preço dos alimentos, o que levou a população a comprar e ingerir mais produtos agrícolas, dessa maneira, contribuindo também para o sobrepeso da população da população.
Verifique se, então, há necessidade de prevenir a preferência da população pela “comida rápida” e o exagero alimentar. Para isso, faz-se imprescindível que o Ministério da Educação e Saúde, por intermédio de minicursos, instrua educadores - especialmente os docentes conhecimento em educação física, haja vista nutricional inerente a tal curso - a elucidar, em suas aulas, a importância da educação alimentar para a saúde, de modo a estimular que os alunos evitem maus hábitos alimentares. Assim, será possível diminuir consideravelmente o índice de cidadão que proporcionará com os efeitos maléficos da obesidade.