Os efeitos da obesidade na saúde pública
Enviada em 10/01/2021
Segundo Platão, filósofo clássico, ‘‘O importante não é viver, mas viver bem’‘. Esse pensamento não se encaixa no atual panorama brasileiro devido aos efeitos da obesidade na saúde pública fruto da negligência do Estado e do modelo capitalista. Dessa maneira, proporcionando o desenvolvimento de problemas físicos e psicológicos. Por isso, meios para combater essa situação são necessárias, como projetos de educações alimentares.
Em primeiro plano, cabe ressaltar que, conforme Thomas Hobbes, filósofo inglês, ’’ É dever de o Estado zelar pelo bem-estar da sociedade, pois ambos estão unidos pelo contrato social’‘. Entretanto, apesar de a Constituição Federal brasileira de 1988-norma de maior hierarquia no sistema jurídico - assegurar que todos têm direito à saúde e à alimentação saudável essa ainda é deficiente, tendo em vista os casos de obesidade em parcela da sociedade, pois, consoante o Sistema Único de Saúde (SUS), 10% da população brasileira está obesa e o custo para o tratamento é de 5% da despejas totais do sistema de saúde. Assim, contribuindo para o desenvolvimento de doenças físicas, como diabetes, pressão alta e problemas no miocárdio e respiratórios.
Em segundo plano, vale mencionar que essa situação é corroborada pelo capitalismo, pois, consoante Zygmund Bauman, sociólogo polonês, em sua obra ‘‘Modernidade Líquida’‘, o indivíduo está em um mundo fluido-desprovido de valores-e os relacionamentos interpessoais têm a lógica do consumo-descartáveis. Ao seguir essa linha de pensamento, observa-se que essa temática contribui para as taxas de obesidades no território nacional, porque o consumo de processados, refrigerantes e glicoses são alarmantes, principalmente, entre as crianças e os jovens. Em face desse problema, as pessoas obesas, são expostas a doenças psicológicas como, depressão, ansiedade e estresse.
Dado o exposto, meios para combater essa situação deplorável são necessárias. Desse modo, cabe ao Estado, como gestor do interesses coletivos, por intermédio do Ministério da Saúde autorizar as elaborações de projetos alimentares, com o intuito de amenizar os problemas físicos e psicológicos oriundos do excesso de processados, refrigerantes e glicose, junto a isso devem realizar palestras e aulas que apresentem as vantagens e as variedades de alimentos saudáveis. Essas ações devem ser realizadas em parceria com o Instituto brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com o objetivo de detectar as áreas e os contingentes de obesos no território, para que, com isso, toda a população possa usufruir da Carta Magna. Feito isso, a teoria de Platão será concretizada.