Os efeitos da obesidade na saúde pública
Enviada em 11/01/2021
“No meio do caminho tinha uma pedra, tinha uma pedra no meio do caminho”, por meio desse fragmento da poeta modernista Carlos Drummond de Andrade, percebe-se que uma sociedade ao longo do seu desenvolvimento encontrando obstáculos em sua jornada. A aquisição de hábitos alimentares irregulares e muitas vezes maléficos na contemporaneidade constata esse argumento. Ademais, tendo em vista que tal hábito é um dos principais fatores da obesidade, faz-se necessário uma reflexão e também medidas que possam combatê-lo.
Em primeiro lugar é importante ressaltar que devido a uma sociedade em que o tempo está no comando, fez com que redes de “fast-food” e alimentos industrializados ganhassem cada vez mais espaço e visibilidade, ou seja, o “lanchinho rápido” já é garantido no cotidiano dos brasileiros. Assim sendo, de acordo com o filósofo Platão, “o importante não é viver, mas viver bem”, no entanto, estar em conformidade com o pensamento de Platão tem se tornado um desafio na sociedade moderna. Prova disso, são os 20% da população brasileira já acometida pela obesidade, segundo o Jornal Exame. Destarte, é inquestionável que os malefícios são resultados de uma opção errônea, uma vez que, essa nação tem prioridade, entre elas o capitalismo, mas a própria saúde e bem estar não é uma delas.
Por conseguinte, presencia-se evidentemente a obesidade como corolário do problema. Dessarte, o documentário Muito Além do Peso, narra as mazelas dos que convivem com essa doença e a influencia midiática sobre a alimentação. Evidenciando que a desinformação sobre a saúde e o auxilio governamental ineficaz, nos preços elevados de alimentos saudáveis, resultam em uma barbárie na saúde pública do Brasil. Partindo desse pressuposto, é indubitável que a falta de informações, de incentivos e de educação básica sobre alimentação saudável diferem a supressão do óbice, contribuindo para a perpetuação desse quadro deletério.
Portanto, medidas são necessárias para a resolução desse impasse. Para o combate à obesidade no Brasil, urge que o Ministério da Saúde em parceria com os meios midiáticos criem, por meio de campanhas publicitárias, debates onde a temática seja apresentada, salientando as consequências da obesidade, assim como instruções de como mantê-la adequada. Além disso, o Estado pode prover, a redução de impostos sobre os alimentos saudáveis, na tentativa de incitar a população a consumi-los, sem uma desculpa de que “é muito caro” alimentar-se saudavelmente. Pois, talvez assim começar a retirar essa pedra do caminho e seguir em frente.