Os efeitos da obesidade na saúde pública
Enviada em 13/01/2021
A Constituição Federal de 1988 -norma de maior hierarquia no sistema jurídico brasileiro- prevê, em seu artigo 6°, o direito à saúde como inerente a todo cidadão. Assim, para garantir esse direito adequadamente, o Estado deve combater a obesidade que é um dos principais problemas de saúde pública e afeta a vida de diversos indivíduos que não possuem um estilo de vida saudável. Nesse contexto, o excesso de peso ocorre em consequência da má alimentação e do sedentarismo e um dos efeitos dessa doença é o aumento dos gastos públicos com a saúde para combatê-la.
Em primeira instância, é notório que a alimentação inadequada e a falta de exercícios físicos são as principais causas da obesidade. Segundo uma pesquisa realizada pelo site “drpastore.com.br”, 2 a cada 5 brasileiros estão acima do peso e mais de 10% da população é obesa, sendo os alimentos calóricos e os “fast-foods” colaboradores com esse problema. Em consequência do excesso de trabalho e da vida corrida, nem sempre as pessoas possuem tempo para se alimentarem adequadamente e acabam recorrendo aos alimentos rápidos, que, na maioria das vezes, não possuem valor nutricional e são extremamente calóricos. Essa questão combinada com a ausência de exercícios é responsável pelos casos de obesidade no país.
Além disso, um dos efeitos do excesso de peso é o crescente gasto público com o tratamento de doenças causadas pela grande quantidade de gordura corporal. A obesidade colabora com o depósito de lipídeos nos vasos do corpo, podendo ser responsável por problemas no coração do indivíduo, além de hipertensão e diabete. Nesse viés, para combater essas doenças o Sistema Único de Saúde gasta cerca de 5% das despesas totais, de acordo com o site “drpastore.com.br’. Dessa forma, o excedente de gordura é um dilema público, pois o Estado necessita gastar, cada vez mais, com o tratamento dessas enfermidades que prejudicam a vida de diversos brasileiros.
Urge, portanto, que instituições públicas cooperem para mitigar essa problemática. Cabe ao Ministério da Saúde garantir que diminua a taxa de brasileiros com excesso de peso, promovendo programas culinários e educativos nas mídias que incentivem a reeducação alimentar e física, com nutricionistas ensinando pratos simpes e saudáveis para os brasileiros cozinharem e com profissionais de educação física que ensinem exercícios básicos para realizarem em casa, a fim de que todos possam desenvolver uma vida saudável e diminuam os gastos públicos com as complicações causadas pela obesidade. Somente assim, o Brasil garantirá de forma adequada o direito à saúde.