Os efeitos da obesidade na saúde pública

Enviada em 02/02/2021

O documentário brasileiro “Muito além do peso” expõe a lamentável rotina de jovens que se encontram acima do Índice de Massa Corporal (IMC) para suas respectivas idades. Essa conjuntura nacional acarreta a necessidade de se criar planos de prevenção à obesidade na saúde pública, pois a tradicional má alimentação, divulgada pela mídia, maximiza o número de indivíduos com tal transtorno. Adicionalmente, o distúrbio alimentar e a consequente elevação do peso corporal promovem severos danos psicológicos nos portadores, realidade que deve ser mitigada com ações médicas.

Em primeira instância, é perceptível que o caráter apelativo da mídia gera a aceitação do público aos produtos alimentícios divulgados, como enlatados e processados. Tal alienação é discutida na obra audiovisual supracitada, a qual demonstra os graves sintomas fisiológicos da obesidade nas crianças, principais consumidores dos alimentos industriais. Nesse viés, a saúde pública enfrenta pacientes jovens com cansaço excessivo, IML preocupante e hormônios alterados devido à ausência de campanhas de prevenção aos transtornos alimentares e de incentivo à vida saudável. Destarte, a estrutura médica do Estado brasileiro deve atuar em medidas preventivas assim como desenvolve os tratamentos e os diagnósticos, haja vista que a sociedade precisa ser educada a cuidar do funcionamento corporal e a prevenir doenças, como a obesidade.

Além disso, os hospitais públicos devem enfrentar os problemas psicológicos sofridos pelos pacientes obesos, pois a saúde é, segundo a Organização Mundial da Saúde, “o completo bem-estar físico, mental e social”. Diante desse contexto, o tratamento para os distúrbios alimentares carece de acompanhamentos terapêuticos e tranquilizantes, visando a diminuição da ansiedade do indivíduo e a rapidez da sua melhora. Ademais, os profissionais das ciências biológicas são responsáveis pela promoção da empatia e do respeito para com esses pacientes, uma vez que, parafraseando o psicoterapeuta Carl Jung, o médico podeconhecer todas as teorias e dominar todas a técnicas, mas, ao tocar uma alma humana, deve ser apenas outra alma humana.

Enfim, o excesso de massa corporal é ocasionado pela lamentável alimentação da sociedade e precisa ser tratado por procedimentos físicos e psíquicos. Depreende-se, então, a necessidade da atuação do Ministério da Saúde na promoção de debates, nas universidades de Medicina, sobre a importância das campanhas de prevenção à obesidade. Isso acontecerá pelo intermédio de endocrinologistas capazes de esclarecer os nefastos sintomas do transtorno citado e a imprescindibilidade de tratá-lo com base no psicológico do paciente. Dessa forma, os estudantes saberão como expor medidas preventivas a tal problema e serão solidários na relação médico-paciente, concretizando o pensamento de Carl Jung.