Os efeitos da obesidade na saúde pública

Enviada em 11/02/2021

Dados do IBGE, divulgados em outubro de 2020, apontam que mais de 25% da população adulta brasileira se encontravam em situação de obesidade no ano de 2019. No entanto, mesmo com o alto número de casos, pouco é falado a cerca dos efeitos da obesidade na saúde da sociedade. Nesse contexto, é possível apontar que esse problema, uma consequência da negligência escolar e da má influência familiar, urge uma solução.

Em primeira análise, é de extrema importância enfatizar que a má conduta escolar acentua a atual baixa preocupação com os problemas de saúde enfrentados no Brasil. Segundo o filósofo Immanuel Kant, o ser humano é fruto da educação que recebe. Sob essa óptica, percebe-se que as escolas desempenham um papel de extremo valor na formação dos indivíduos brasileiros. Entretanto, a lacuna escolar acerca de assuntos voltados para a má alimentação e falta de exercícios físicos, acabam por criar cidadãos adultos que não se preocupam com seu bem estar.

Em segunda análise, uma outra causa para a manutenção da questão é a medíocre atuação das família, o que torna sua resolução ainda mais complicada. De acordo com o sociólogo Talcott Parsons, a família é uma máquina que produz personalidades humanas. Diante disso, a participação familiar na criação e educação dos seres é de muita relevância para a formação de sociedade consciente de sua saúde. Desse modo, a precariedade na conduta familiar exerce uma direta influência contemporânea conjuntura na qual o Brasil enfrenta.

Portanto, uma intervenção é necessária. Por isso, cabe às escolas, em conjunto com as famílias de seus alunos, promover programas que falem sobre a obesidade, por meio de eventos e rodas de conversas, que contem com a participação de nutricionistas e médicos especializados no assunto. Além disso, tal projeto deve ser aberto a comunidade, a fim de que mais pessoas possam compreender a importância dos efeitos da obesidade na saúde pública. Para que assim, um Brasil melhor possa se consolidar.